No DF, governo local amplia o combate à dengue. Foto: José Cruz/Agência Brasil
No DF, governo local amplia o combate à dengue. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Após decretar emergência contra a dengue, governo do DF fortalece ações de combate e assistência à população

A Secretaria de Saúde iniciou ações de enfrentamento que vão desde compra de medicamentos, como atendimento em horário especial para tratamento de pessoas com dengue


O número de casos de dengue no Distrito Federal segue em crescimento. Somente em janeiro, 29.500 casos prováveis da doença foram notificados. Seis mortes foram confirmadas e outras 24 mortes estão sob investigação, segundo dados da Secretaria de Saúde do (SES-DF). Segundo o Ministério da Saúde, o Distrito Federal lidera no número de infecções a cada 100 mil habitantes. A taxa de incidência é de 1034,3 casos/100 mil habitantes.

A situação preocupante levou o governo do DF a decretar situação de emergência na última quinta-feira (25). A partir do decreto, os processos para a aquisição de insumos e materiais para o tratamento médico dos pacientes e a contratação de serviços vão ser acelerados. O decreto deve durar enquanto a situação sanitária à dengue não for estabilizada. 

Na avaliação do médico infectologista Werciley Junior, a alta de casos está atrelada à falta de implementação de medidas de controle e prevenção apropriadas.

“Algumas ações para controle de foco que poderiam ser feito no período de seca e as orientações não foram bem seguidas ou muitas vezes não foram dadas na quantidade necessária para promover esses cuidados. Ou seja, nós vemos ainda muitos pontos com dificuldade de ação dos agentes de saúde em domicílios pela ausência da pessoa ou até mesmo das pessoas não abrirem as casas para essas profissionais. Vemos também uma grande dificuldade na liberação de fumacê logo no período chuvoso. Aqui em Brasília, por exemplo, só está tendo a libração agora que o surto já está em uma quantidade maior. Então, tudo isso foi causando pequenos aumentos e, no somatório, grande impacto”, explica.

De acordo com a secretaria, as regiões administrativas que apresentam as maiores incidências de casos da doença são: Brazlândia, Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Cidade Estrutural e Varjão.

Ações de combate

Ao  anunciar as ações para evitar o aumento de casos e reduzir o número de mortes no atual cenário epidemiológico, a SES-DF informou que está fortalecendo medidas de combate e assistência à população. Segundo a secretaria, houve reforço nos estoques de insumos, compra de medicamentos para tratamento de pacientes com a doença, fortalecimento da assistência nas unidades de saúde — bem como ampliação das ações da vigilância em áreas endêmicas. 

Conforme a SES-DF, mais de R$ 8 milhões foram investidos para a aquisição de medicamentos, como sais de reidratação oral e soro de 500 ml. Já em relação à assistência as pessoas com sintomas da dengue, a SES ampliou o atendimento à população o horário de 14 unidades básicas de saúde: de segunda a sexta-feira, das 7h até as 22h. 

Confira as UBS’s que funcionam em horário ampliado:

  • UBS 1 Asa Sul: SGAS 612
  • UBS 5 Taguatinga: Setor D Sul – Av. Samdu Sul
  • UBS 1 Águas Claras – Areal: QS 5 – Av. Areal
  • UBS 2 Recanto das Emas: Quadra 102
  • UBS 1 Vicente Pires: Rua 4C Chácara 12 – Colônia Agrícola Samambaia
  • UBS 1 Santa Maria: QR 207/307 Conjunto T
  • UBS 3 Gama: Entrequadra 3/5 – Setor Leste
  • UBS 1 Brazlândia: Entrequadra 6/8 Área Especial 3 – Setor Norte
  • UBS 3 Ceilândia: QNM 15 Lote D
  • UBS 7 Ceilândia: QNO 10 Área Especial D, E
  • UBS 1 São Sebastião: Av. Comercial – Centro de Múltiplas Atividades
  • UBS 1 Paranoá: Quadra 21 – Área Especial – Conjunto 15
  • UBS 2 Sobradinho I: Quadra 3 Área Especial Conjunto D/E
  • UBS 2 Sobradinho II: Rodovia DF 420, Complexo de Saúde, Setor de Mansões, ao lado da UPA Sobradinho

Outras seis unidades básicas funcionam aos sábados e domingos, das 7h às 19h. São elas: UBS 2 Ceilândia, UBS 1 Estrutural, UBS 1 Núcleo Bandeirante, UBS 1 Guará, UBS 1 Riacho Fundo I e UBS 1 Riacho Fundo II. 

A pasta ressalta que todas as regiões que apresentaram aumento de casos estão recebendo ações intensificadas nas últimas semanas, com aumento de visitas domiciliares, eliminação de criadouros, aplicação de pastilhas larvicidas nos depósitos em que são encontradas as larvas, aplicação de UBV Costal e UBV pesado (fumacê). 

Segundo a secretaria, o fumacê tem um horário restrito para circulação, respeitando os hábitos do mosquito, (entre 4h-6h da manhã e 17-19h). Nesta terça-feira (30) o fumacê passará hoje pelas regiões de Planaltina, Gama, Sobradinho II, Taguatinga, Guará, Paranoá, Lago Norte, Vila Planalto, São Sebastião, Recanto das Emas, Samambaia e Ceilândia. 

O Secretário-Adjunto de Assistência à Saúde da SES/DF, Dr. Luciano Agrizzi, destaca ainda que atos simples, como limpar o quintal de casa, podem evitar a proliferação do mosquito e manter a população protegida.

“A gente pede encarecidamente que a população seja ativa, olhando os seus quintais, identificando locais onde possam ter larvas que são criadores de mosquitos. E consiga assim diminuir a incidência dessa doença que estamos em guerra”, diz.

Sinais e Sintomas

De acordo com o infectologista, os principais sintomas da dengue são: febre alta maior do que 38 °C, dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. No entanto, a doença pode ser assintomática (sem sintomas). Ele destaca que, caso esteja com suspeita de dengue, é recomendável buscar atendimento.

“Na suspeita, o ideal é sempre buscar assistência médica para que possa ser feito um exame de sangue para avaliar a taxa de desidratação do paciente e as plaquetas. Caso o exame não esteja alterado e a pessoa consiga se hidratar, o tratamento base para a dengue sempre é a hidratação”, explica. 

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LOC.: O número de casos de dengue no Distrito Federal segue em crescimento. Somente em janeiro, 29.500 casos prováveis da doença foram notificados. Seis mortes foram confirmadas e outras 24 mortes estão sob investigação, segundo dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A situação preocupante levou o governo do DF a decretar situação de emergência na última quinta-feira (25). O decreto deve durar enquanto a situação sanitária  relativa à dengue não for estabilizada. 

Na avaliação do médico infectologista Werciley Junior, a alta de casos está atrelada à falta de implementação de medidas de controle e prevenção apropriadas.
 

TEC./SONORA: Werciley Junior, infectologista

“Algumas ações para controle de foco que poderiam ser feito no período de seca e as orientações não foram bem seguidas ou muitas vezes não foram dadas na quantidade necessária para promover esses cuidados. Ou seja, nós vemos ainda muitos pontos com dificuldade de ação dos agentes de saúde em domicílios. Vemos também uma grande dificuldade na liberação de fumacê logo no período chuvoso. Aqui em Brasília só está tendo a libração agora que o surto já está em uma quantidade maior”.
 


LOC.: Em virtude do aumento de casos de dengue, a Secretaria de Saúde do DF informa que está intensificando medidas de combate e assistência à população. Conforme detalha, houve reforços nos estoques de insumos, compra de medicamentos para tratamento de pacientes com a doença, ampliação do horário de atendimento nas unidades de saúde e de aplicação de fumacê —  como ainda ampliação das ações da vigilância em áreas com maiores incidências de casos.

O Secretário-Adjunto de Assistência à Saúde da SES/DF,  Luciano Agrizzi, destaca que atos simples, como limpar o quintal de casa, podem evitar a proliferação do mosquito e manter a população protegida.
 

TEC./SONORA: Dr. Luciano Agrizzi, Secretário-Adjunto de Assistência à Saúde da SES/DF

“A gente pede encarecidamente que a população seja ativa, olhando os seus quintais, identificando locais onde possam ter larvas que são criadores de mosquitos. E consiga assim diminuir a incidência dessa doença que estamos em guerra”.
 


LOC.: De acordo com a secretaria, as regiões administrativas que apresentam as maiores incidências de casos da doença são: Brazlândia, Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Cidade Estrutural e Varjão.

Reportagem, Landara Lima.