Foto: Divulgação/MIDR
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Vilas Produtivas Rurais transformam histórias de vida no Ceará

O objetivo é garantir não apenas reassentamento, mas condições reais para o desenvolvimento econômico e social das famílias

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A atuação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no Ceará está gerando mudanças significativas na vida de famílias reassentadas por meio das Vilas Produtivas Rurais (VPRs), iniciativa vinculada ao Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). Em comunidades como Vassouras, em Quixeramobim, homens e mulheres passaram a produzir, gerar renda e reconstruir seus projetos de vida com mais dignidade e segurança. 

As VPRs são comunidades planejadas para receber famílias impactadas por grandes obras hídricas. Nelas, são oferecidas casas com infraestrutura completa, incluindo água, energia elétrica e áreas produtivas individuais e coletivas, além de ações de apoio à produção e à geração de renda. O objetivo é garantir não apenas reassentamento, mas condições reais para o desenvolvimento econômico e social das famílias. Atualmente, além do Ceará, as vilas também estão presentes na Paraíba e em Pernambuco.

“Desenvolvemos o Programa de Base Populacional, voltado às famílias que viviam do mercado de trabalho nas áreas impactadas pelo PISF. Criamos as VPRs para garantir que essas pessoas tivessem uma vida igual ou melhor do que a que possuíam. No Eixo Leste, são 18 vilas, com 848 famílias reassentadas, que receberam casa com no mínimo 99 metros quadrados em lote produtivo de meio hectare, além de cinco hectares de terra e um hectare irrigado para produção”, explica Elianeiva Odisio, coordenadora geral de Programas Ambientais da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH).

Cada vila tem características próprias, variando de 10 a 145 famílias, conforme a realidade de cada município. “Nessas áreas, os produtores cultivam desde feijão, milho e mandioca, até frutas e hortaliças nos lotes irrigados, inclusive abastecendo o programa de alimentação escolar”, esclareceu Elianeiva. “A produção segue um plano agrícola, respeitando a aptidão regional e a viabilidade comercial, sem imposição de culturas”, completou.

Produzir para viver melhor 

Na VPR Vassouras, o agricultor Cícero Barbosa encontrou no cultivo diversificado uma nova perspectiva. Em seu lote, ele alterna o plantio de feijão, milho, melancia, macaxeira e hortaliças. Para ele, o apoio recebido faz diferença direta na rotina da família. 

“Com essa ajuda do governo, eu garanto o meu sustento utilizando o meu próprio terreno e tenho meu alimento garantido também”, relata. Segundo Cícero, a segurança proporcionada pelo apoio do Governo Federal permite que a produção agrícola se torne uma fonte não apenas de renda, mas de bem-estar: “É uma oportunidade pra gente trabalhar e não precisar correr atrás de trabalho em outro ‘canto’. Minha vida mudou pra melhor porque, sem esse apoio, eu não sobreviveria aqui”, compartilhou. 

Da roça ao sustento da família 

Também em Quixeramobim, Francisco Gerônimo da Silva, de 45 anos, dedica-se atualmente ao cultivo de feijão. Para ele, a chegada à VPR significou ter rumo e estabilidade para trabalhar. “Foi bom, porque ‘o cabra se acorda’ e já sabe para onde vai, tem onde trabalhar”, afirma. 

A renda familiar depende diretamente do que é produzido no campo, e o apoio recebido dentro da vila ajuda a manter a atividade agrícola mesmo nos períodos mais difíceis. “O salário daqui da vila ajuda muito, é uma ajuda boa”, resume o agricultor. 

Na mesma região, Dona Damiana Tavares Martins Bandeira, de 39 anos, encontrou nas VPRs a chance de transformar completamente sua trajetória. Hoje, ela trabalha com horta orgânica, criação de galinhas e participa de atividades de apicultura na comunidade. 

Segundo Damiana, a mudança foi profunda. “O antes era bem sofrido, a gente não tinha nenhuma oportunidade. Agora tudo mudou”, conta. Atualmente, o sustento da família vem exclusivamente das atividades produtivas desenvolvidas na vila. “É 100% das nossas atividades”, afirma. 

As histórias de Cícero, Francisco e Damiana se repetem em diversas Vilas Produtivas Rurais espalhadas pelo Ceará e pelo Nordeste. Ao garantir infraestrutura, acesso à água e condições para o trabalho no campo, o MIDR reforça seu compromisso com a segurança hídrica, o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida das famílias reassentadas.

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LOC 1:  No Sertão cearense, histórias de recomeço estão mudando a paisagem e a vida de muitas famílias.// A atuação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional tem gerado transformações concretas para quem foi reassentado nas Vilas Produtivas Rurais, iniciativa vinculada ao Projeto de Integração do Rio São Francisco.//Em comunidades como Vassouras, no município de Quixeramobim, homens e mulheres que precisaram deixar suas antigas moradias encontraram a oportunidade de reconstruir seus projetos de vida com mais dignidade, segurança e perspectiva de renda.// É o caso de Cícero Barbosa, que viu na iniciativa a chance de garantir sustento, bem-estar e alimento para a família.// 

SONORA CÍCERO -  “Eu planto feijão, eu planto germo caboclo, eu planto a melancia, eu planto a macaxeira, a pimentinha, o pimentão, sempre alternando. Eu planto uma cultura, depois planto outra e vou alternando” “Quando eu tenho essa ajuda do governo, eu consigo trabalhar para mim, né? Porque eu tenho um alimento garantido, né? Se é recurso que o governo dá, então ele garante o a minha o meu sustento e tem como eu utilizar a minha área, o meu posto para eu me trabalhar”


LOC 2: As Vilas Produtivas Ruraissão são comunidades planejadas para receber famílias impactadas por grandes obras hídricas// Nelas, são oferecidas casas com infraestrutura completa, incluindo água, energia elétrica e áreas produtivas individuais e coletivas, além de ações de apoio à produção e à geração de renda// O objetivo é garantir não apenas reassentamento, mas condições reais para o desenvolvimento econômico e social das famílias// Atualmente, além do Ceará, as vilas também estão presentes na Paraíba e em Pernambuco.//

TEC./SONORA: CÍCERO

“Aqui eles dão um um um eles eles pagam um salário mínimo, né? E através desse salário mínimo dá espaço pra gente trabalhar sem precisar correr atrás de outro trabalho em outro canto. Então ele dá uma um suporte pra gente poder trabalhar pra gente”  “Mudou para melhor, porque se você não tem fonte de renda, fica difícil você você sobreviver no lugar, tá entendendo? Aí você tem pessoas aqui que mora não faz parte dessa área aqui, todos eles correm atrás de um salário mínimo, a gente vê que é uma luta grande. Então eu já tenho o meu salário mínimo garantido e esse aqui é só um extra, né? Esse aqui faz com que eu e minha família viva melhor, né? Eu retiro o meu sustento daqui, sem precisar sair fora”
 


LOC 3: Elianeiva Odisio, coordenadora geral de Programas Ambientais da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, explica que o objetivo das vilas é garantir uma vida igual ou mellhor à que tinham antes.
 

TEC./SONORA: ELIANEIVA

“Bem, dentro do programa ambiental, o programa ambiental básico, temos um programa chamado Programa de Base Populacional, que se concentra no mercado de trabalho. Então, para essas pessoas, criamos vilas de reassentamento, que são vilas rurais produtivas, que são VPRs (Vilas de Reassentamento Rural), para receber essa população que residia no mercado de trabalho e proporcionar-lhes uma vida pelo menos igual ou melhor do que a que tinham. Assim, implantamos diversas vilas no eixo norte”


LOC 4: Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em Segurança Hídrica, acesse Ministério do Desenvolvimento Regional

Reportagem, Mayra Christie