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LOC 1: Em meio às tentativas de negociação por parte do governo do Brasil com os Estados Unidos para conter as medidas tarifárias relativas às importações dos produtos brasileiros, encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, se reuniu com representantes do setor de mineração e demonstrou interesse nas reservas de Elementos Terras Raras presentes em solo brasileiro.
Mas afinal, o que são terras raras e qual o potencial para impulsionar a transição energética brasileira?
Esses minerais são fundamentais para a indústria, a tecnologia, a transição energética e setores relacionados.
Essenciais na fabricação de turbinas eólicas, motores de veículos elétricos e equipamentos eletrônicos, Elementos Terras Raras são um conjunto de 17 elementos químicos encontrados em baixas concentrações, que demandam um complexo processo de extração e separação até se tornarem ligas e ímãs permanentes.
José Luciano de Assis, gerente de Tecnologia e Inovação do CIT-SENAI, explica que os ímãs de terras raras são importantes produtos na transição energética pelo forte poder de magnetismo.
TEC/SONORA 1: José Luciano de Assis, gerente de Tecnologia e Inovação do CIT-SENAI
“Esses imãs são componentes importantes de motores elétricos, de aerogeradores para a energia eólica e outros componentes eletrônicos, por exemplo, ligados à questão da transição energética, sensores, microchips, placas eletrônicas, etc. Então, esses ímãs têm uma importância enquanto produto na cadeia de descarbonização por causa da questão da eletrificação.”
LOC 2: Com 40% das reservas de Terras Raras e 70% da produção, a China é o maior fornecedor de ímãs do mundo. O Brasil tem a segunda maior reserva – 19% e ocupa 0,02% da produção mundial.
Contudo, uma iniciativa do Instituto SENAI pode mudar essa realidade.
Em operação no laboratório de Lagoa Santa, Minas Gerais, o MagBras é a maior planta-piloto de produção de ímãs permanentes da América do Sul. O gerente de TI do CIT-SENAI explica que a fábrica tem potencial para produzir 100 toneladas de ímãs por ano.
TEC/SONORA 2: José Luciano de Assis, gerente de Tecnologia e Inovação do CIT-SENAI
“A gente tem condição de mostrar pro mundo que somos capazes de produzir um elemento e um produto importante para o processo de transição energética. Isso vai abrir um leque de política industrial, de negociações de outras naturezas que não técnicas para oportunidades de negócio no Brasil. Você imagine no futuro nós termos investidores industriais produzindo aqui no Brasil esses ímãs e vendendo para o mundo inteiro”.
LOC 3: O MagBras foi um dos três projetos aprovados na última chamada de Projetos Estruturantes do SENAI junto com a Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais. O investimento é de R$ 73,3 milhões, sendo R$ 60 milhões do Programa Mover e R$ 13,3 milhões de contrapartida das 28 empresas participantes.
Reportagem, Janaína Michalskì