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LOC.: O Tribunal de Contas da União, o TCU, encaminhou à Justiça Eleitoral uma lista com mais de SEIS MIL responsáveis que tiveram contas julgadas irregulares para fins eleitorais nos últimos oito anos. A maior concentração de nomes está nas regiões Nordeste e Sudeste.
Segundo o Tribunal, as duas regiões reúnem cerca de TRÊS MIL E OITOCENTAS pessoas incluídas no cadastro. A maioria dos responsáveis são prefeitos e vereadores de municípios de pequeno porte, mas a relação também inclui outros agentes públicos, como deputados, secretários de Estado e senadores.
A lista reúne decisões definitivas do TCU, ou seja, processos em que não cabem mais recursos dentro do Tribunal. Para as eleições de 2026, são consideradas decisões tomadas desde 2018.
O levantamento é encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral e serve de apoio à análise de possíveis casos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. A inclusão de um nome na lista, no entanto, não significa impedimento automático para disputar uma eleição. A decisão final cabe à Justiça Eleitoral.
As contas são consideradas irregulares quando o TCU identifica problemas graves na aplicação de recursos públicos, como falta de prestação de contas, atos ilegais ou antieconômicos, prejuízo aos cofres públicos, desvio de valores ou descumprimento de determinações do Tribunal.
A relação não inclui pessoas falecidas, responsáveis que ainda não foram comunicados da decisão, casos em que houve apenas aplicação de multa ou processos que ainda permitem recurso. Também ficam de fora decisões anuladas ou suspensas pelo próprio TCU ou pela Justiça.
A lista completa dos responsáveis com contas julgadas irregulares está disponível na Plataforma de Certidões do Portal do TCU, no site: portal.tcu.gov.br.
Com informações do Portal TCU, Bianca Mingote