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LOC.: A caminhoneira Evelin Gusmão Cecílio, de 28 anos, de Vicente Pires, no Distrito Federal, foi MEI de 2021 a 2024 e migrou para o MEI Caminhoneiro em janeiro deste ano. A decisão foi tomada porque o teto de R$ 81 mil reais por ano – previsto no regime do Simples Nacional – ficou defasado em relação à realidade do faturamento dela.
Como os valores do regime estão desatualizados desde 2018, Evelin aponta que os limites atuais não acompanham a realidade do mercado.
No caso dela, a única saída para manter a formalidade e continuar crescendo foi migrar de regime.
TEC./SONORA: Evelin Gusmão Cecílio, caminhoneira, 28 anos, Vicente Pires (DF)
“No meu caso, a possibilidade de mudar para o MEI Caminhoneiro com limite mais compatível com meu faturamento foi o que garantiu que eu continuasse formalizada, emitindo notas, contribuindo com meus impostos e mantendo tudo certinho.”
LOC.: O reajuste está previsto no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21, que tramita na Câmara. Pela proposta, o teto do MEI passaria de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, defende a votação do reajuste ainda este ano. Inclusive, o vice-presidente jurídico da entidade, Anderson Trautman, destaca que a medida é crucial para garantir a expansão e formalização dos pequenos empresários.
TEC./SONORA: Anderson Trautman, vice-presidente jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil
“É um movimento extremamente representativo que muito contribuirá para o crescimento da economia no Brasil. Mais formalização, mais competitividade e que resultará, inclusive, em mais arrecadação, sem impacto negativo para as contas públicas.”
LOC.: Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André, em São Paulo, Evenson Robles Dotto, destaca que o limite defasado não estimula investimentos e, consequentemente, afeta o desenvolvimento econômico dos empresários.
Dotto defende a urgência do reajuste e uma atualização automática dos valores.
TEC./SONORA: Evenson Robles Dotto, presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa)
“Esse reajuste tem que ser mais do que urgente porque são muitos e muitos anos com o valor defasado. Reajustando e atualizando, as empresas vão se adaptando, vai crescendo, você libera o crescimento.”
LOC.: Em 2024, mais de 570 mil MEIs foram desenquadrados em 2024 por excederem o limite de receita bruta permitido para a categoria, conforme dados da Contabilizei.
Segundo estimativas da CACB, o reajuste pode gerar 869 mil empregos e movimentar cerca de R$ 81,2 bilhões na economia do país.
Reportagem: Bianca Mingote.