Imagem:  Fernando Frazão/Agência Brasil
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Seca no Nordeste: prejuízos em municípios já superam R$ 2,9 bilhões

Levantamento da CNM aponta 204 decretos de emergência e mais de 2,2 milhões de pessoas afetadas; setor privado concentra maior parte das perdas

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Mais de R$ 2,9 bilhões em prejuízos já foram contabilizados em razão da seca e da estiagem que atingem dezenas de municípios do Nordeste desde dezembro. No período, a região registrou 204 decretos de situação de emergência, com impactos principalmente sobre propriedades rurais, produção agropecuária, abastecimento de água e serviços essenciais.

De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), mais de 2,2 milhões de nordestinos foram afetados pela crise hídrica. Do total estimado em perdas, R$ 2,2 bilhões recaem sobre o setor privado, incluindo agricultura, pecuária, indústria e comércio local.

Outros R$ 682,8 milhões estão relacionados a prejuízos no abastecimento de água potável. Já os serviços essenciais, como assistência médica e ações emergenciais, a exemplo da contratação de carros-pipa, somam cerca de R$ 100 milhões em danos.

Diante do cenário, a CNM se solidarizou com os municípios atingidos e reforçou que, conforme a Lei 12.608/2012, que institui o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), cabe à União e aos estados apoiar os entes municipais em ações de socorro, assistência humanitária, prevenção, recuperação e reconstrução em casos de desastres naturais.

A entidade orienta que os gestores acionem as defesas civis estaduais e federais, decretem situação de emergência e realizem a avaliação de danos. Também recomenda o registro das informações no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), com envio de plano de trabalho para viabilizar o reconhecimento federal e a liberação de recursos para medidas como distribuição de água, cestas básicas e inclusão na Operação Carro-Pipa.

Apesar da previsão de atuação articulada entre os entes federativos, a CNM destaca que os municípios enfrentam dificuldades práticas, como escassez de apoio técnico e financeiro para mapeamento de áreas de risco e elaboração de alertas antecipados, etapas fundamentais para os Planos de Contingência.

Como resposta, a Confederação lidera a criação do Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima). A iniciativa pretende fortalecer a atuação municipal na prevenção e resposta a desastres, além de apoiar a adaptação às mudanças climáticas, com suporte técnico para elaboração de planos e projetos voltados à captação de recursos e à promoção da sustentabilidade e resiliência local.

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LOC.: A seca no Nordeste já provocou mais de dois bilhões e novecentos milhões de reais em prejuízos desde dezembro. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios, duzentos e quatro municípios decretaram situação de emergência, e mais de dois milhões e duzentas mil pessoas foram afetadas.

A maior parte das perdas, calculadas em cerca de dois bilhões e duzentos milhões de reais, atinge o setor privado, principalmente a agricultura, a pecuária, a indústria e o comércio. Também há impactos no abastecimento de água e nos serviços essenciais, como atendimento médico e contratação de carros-pipa.

A CNM reforça que, pela legislação federal, União e estados devem apoiar os municípios em ações de socorro, assistência e reconstrução. A entidade orienta os gestores a registrarem os danos no sistema federal de desastres para garantir a liberação de recursos.

A Confederação também lidera a criação de um consórcio nacional voltado à gestão climática e prevenção de desastres, para fortalecer a atuação dos municípios diante de eventos extremos.

Reportagem, Jullya Borges.