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LOC.: A sonegação de impostos e a informalidade são os principais desafios do setor de reciclagem no Brasil, segundo o presidente do Instituto Nacional de Reciclagem, Clineu Alvarenga. Durante evento realizado na Câmara dos Deputados, Alvarenga defendeu a aprovação do projeto de lei que desonera a cadeia produtiva de produtos reciclados, em tramitação na casa.
TEC./SONORA: Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional de Reciclagem
“Nós temos que isentar a cadeia de PIS/Cofins e creditar isso para a indústria de transformação. Esse PL vai combater a criminalidade, vai combater a sonegação e vai trazer o setor como um todo para a legalidade. Precisamos aprovar esse projeto de lei para a gente trazer toda a cadeia para cima.
LOC.: O economista Gesner Oliveira aponta aumento do valor arrecadado com impostos com a desoneração da cadeia de reciclagem. Ele afirma que a isenção do PIS/Cofins estimula a formalização do setor.
TEC./SONORA: Gesner Oliveira, economista
“Do ponto de vista de ganho tributário, oriundo de um tratamento inteligente em relação a matéria prima reciclável, que é isentar aquele que produz o reciclável e dar crédito prêmio para PIS/Cofins para aquele que compra o reciclável, para estimular essa demanda. O impacto é de R$ 2,2 bilhões que é muito mais do que compensa a perda inicial de R$1,2 bilhão.”
LOC.: O relator do projeto, deputado Thiago de Joaldo, do PP de Sergipe, afirma que o texto abate custos na cadeia de produção de reciclados e, ao mesmo tempo, traz isenção às cooperativas de catadores.
TEC./SONORA: deputado Thiago de Joaldo, do PP de Sergipe
“Em um primeiro momento, pode parecer que o governo vai estar abrindo mão de recursos, vai ter perda arrecadatória e, na contramão desse pensamento, a gente tem estudos que comprovam que essa quebra da isenção e essa falta de creditamento das empresas compradoras tem gerado uma pressão para quem produz, uma informalidade para quem produz, tem buscado a venda desses produtos no mercado informal e é o que acaba gerando perda para todos, inclusive para o governo”.
LOC.: O texto aguarda parecer do relator na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
Reportagem, Fernando Alves