Foto: Divulgação/Petrobras
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Portos da Região Sul cresceram 13,78% em 2021

Região foi a que teve o maior crescimento no Brasil. O responsável pela alta nos números foi o minério, com aumento de 43,8% em relação a 2020.


A Região Sul apresentou uma alta de 13,78% na movimentação de portos, em comparação ao ano de 2020, com 187,7 milhões de toneladas. O destaque foi o Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul (SC), que movimentou 18,2 milhões de toneladas. Isso significou um aumento de 68,7%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 

O produto que mais contribuiu para a alta nos índices foram os contêineres, um aumento de 11,74% com a movimentação de 47 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem os combustíveis minerais e as sementes e frutos. Foram comercializados 43,1 milhões de toneladas e 33 milhões, respectivamente.
Outro grande destaque foi o porto de Rio Grande (RS), com a movimentação de mais de 27 milhões de toneladas, um crescimento de 13,48%. Já o Terminal de Paranaguá movimentou mais de 51 milhões de toneladas no ano, com redução de 0,92% no comparativo. 

Para conferir os dados completos, basta acessar o Portal da Antaq.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou que o setor continua crescendo, mesmo com um cenário de pandemia da Covid-19. "Os portos não são mais gargalos. Esses nós logísticos, na verdade, estão tendo capacidade de recepcionar e distribuir a carga. Operam cada vez com mais eficiência, apresentam resultados cada vez melhores.”

BR do Mar

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a Lei n° 14.301/2022 que estimula a navegação entre os portos nacionais em janeiro deste ano. O programa BR do Mar libera de forma progressiva o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem do Brasil. A ideia é que isso ocorra sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. 

BR do Mar: nova lei libera o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem no país

O projeto, que foi amplamente discutido no Congresso com o setores do governo e representantes da categoria, sofreu alguns vetos presidenciais. Um deles é o corte na alíquota do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), em especial sobre o adicional que incide sobre a navegação de longo curso, que passaria de 25% para 8%. O AFRMM é uma taxa cobrada sobre o valor do frete pelas empresas brasileiras e estrangeiras que operam em portos. Segundo uma nota informativa divulgada pelo Ministério da Economia, essa redução pode baixar em 4% os preços dos itens da cesta básica. 

De acordo com o senador Nelsinho Trad (PSD/MS), relator da matéria no Senado, o parlamento busca a derrubada dos vetos. “Vamos trabalhar para a derrubada dos vetos presidenciais para que volte a redação construída no Congresso Nacional. O texto foi amplamente debatido por nós e envolveu todo o setor. O projeto buscou o equilíbrio e contou sempre com a participação do Ministério da Infraestrutura “, ressalta. 

Com programa BR no Mar, o setor espera que o potencial aquaviário da Região do Centro-Oeste seja ainda mais explorado. Segundo o mestre em transporte Emmanuel Aldano, a norma alterou algumas regras que impediam o desenvolvimento da cabotagem. 

“Temos uma oferta muito limitada de embarcações e um mercado relativamente fechado, no qual poucas cadeias produtivas podem se utilizar da oferta de embarcação. Um dos primeiros pontos que o BR do Mar pretende atacar é a liberalização de empresas de cabotagem, que não necessariamente sejam brasileiras.” 

A liberação total ocorrerá após quatro anos de transição. A mudança será da seguinte forma: depois de um ano que a lei entrar em vigor, a quantidade permitida será de dois navios; no segundo ano de vigência, serão três navios. Já no terceiro ano da mudança, serão quatro navios.  Daí em diante, a quantidade será livre, desde que sejam respeitadas as condições de segurança estabelecidas em regulamento. 

O diretor do Departamento de Navegação e Hidrovias do Ministério de Infraestrutura (DNHI), Dino Antunes Dias Batista, explica que a indústria é uma das cadeias produtivas mais beneficiadas pelo desenvolvimento da cabotagem.

“Muitas vezes a indústria nacional, devido aos custos logísticos, não possui alguns mercados dentro do próprio país. Uma indústria do Rio Grande do Sul não consegue acessar mercados do Norte, do Nordeste, não pela qualidade do seu produto, mas porque é muito caro fazer o transporte até aquela região. Esse desenvolvimento da cabotagem significa a criação de novos mercados para os usuários.”

Entenda o que é transporte de cabotagem

Dados Nacionais

No total, os portos públicos e privados do Brasil movimentaram 1,21 bilhão de toneladas de cargas em 2021. O número representa um crescimento de 4,8% em comparação a 2020. O minério de ferro foi mais uma vez o destaque, com um aumento de 4% em comparação a 2020. Em seguida, aparecem petróleo, contêineres e soja. 

O diretor geral da Antaq, Eduardo Nery, explica que o número é um sinal positivo. “Políticas públicas estão sendo muito bem conduzidas no caminho certo, evidenciadas pelos números.” Para 2022, a Antaq prevê um crescimento de 2,4%, com a movimentação de 1,239 bilhão de toneladas.

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LOC.: Os portos da Região Sul apresentaram uma alta de 13,78% na movimentação de cargas em comparação ao ano de 2020, com mais de 187 milhões de toneladas. O destaque foi o Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul (SC), que movimentou 18,2 milhões de toneladas. Isso significou um aumento de 68,7%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O produto que mais contribuiu para a alta nos índices foram os contêineres,  os combustíveis minerais e as sementes e frutos.  O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou que o setor continua crescendo, mesmo com um cenário de pandemia da Covid-19.

TEC/SONORA: Tarcísio Gomes de Freitas - ministro da Infraestrutura
"Os portos não são mais gargalos. Esses nós logísticos, na verdade, estão tendo capacidade de recepcionar e distribuir a carga. Operam cada vez com mais eficiência, apresentam resultados cada vez melhores.”
 

LOC.: Para incentivar a navegação de cabotagem no Brasil, foi sancionada em janeiro uma lei que institui o Programa BR do Mar. A proposta é liberar de forma progressiva o uso de navios estrangeiros no Brasil. O projeto, que foi amplamente discutido no Congresso com o setores do governo e representantes da categoria, sofreu alguns vetos presidenciais. Um deles é o corte na alíquota do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), em especial sobre o adicional que incide sobre a navegação de longo curso, que passaria de 25% para 8%. A taxa é cobrada sobre o valor do frete pelas empresas brasileiras e estrangeiras que operam em portos. Segundo o senador Nelsinho Trad (PSD/MS), relator da matéria no Senado, o parlamento busca a derrubada dos vetos. 

LOC/SONORA: Nelsinho Trad - senador
“Vamos trabalhar para a derrubada dos vetos presidenciais para que volte a redação construída no congresso nacional. O texto foi amplamente debatido por nós e envolveu todo o setor. O projeto buscou o equilíbrio e contou sempre com a participação do ministério da infraestrutura “
 

LOC: Ao todo, os portos públicos e privados movimentaram 1,21 bilhão de toneladas de cargas em 2021. O número representa um crescimento de 4,8% em comparação a 2020. O diretor geral da Antaq, Eduardo Nery, explica que o número é um sinal positivo. 

TEC/SONORA: Eduardo Nery -  Diretor Geral da Antaq
“Políticas públicas estão sendo muito bem conduzidas no caminho certo, evidenciadas pelos números.”
 

LOC: Para 2022, a Antaq prevê um crescimento de 2,4%, com a movimentação de 1,239 bilhão de toneladas.

Reportagem: Rafaela Soares