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LOC.: Com cerca de DUZENTOS atendimentos por mês para DEZESSEIS aldeias indígenas, a equipe médica do polo-base de Rondonópolis, em Mato Grosso, se comunicava via rádio amador até 2025, quando a internet chegou. Instalada no alto da laje do polo-base, a conexão se dá por satélite, viabilizada pelo programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações.
Desde que a conexão chegou, a equipe, que atende aproximadamente MIL DUZENTAS E SETENTA pessoas, pode acionar rapidamente o Samu, solicitar alimentos para pacientes internados e realizar atendimentos por videochamada.
Um dos enfermeiros do polo-base, o indígena Bakairi Kezi Ajigui diz que, além de salvar árvores, por diminuir o uso do papel, a conectividade no local significa avanço e valorização de vidas.
TEC/SONORA: Kezi Ajigui, enfermeiro indígena Bakairi
“Antigamente, literalmente a gente se comunicava, nosso antepassado, com fumaça de fogo mesmo, né? Com gritos, né? E desde lá para cá mudou muita coisa, né? Veio a vinda do rádio amador, né? E a internet também veio também. Então isso facilita muito e facilita até hoje, né? Salvando vida, fazendo promoção, porque não é um simples fato de ser internet, né?.”
LOC.: Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o propósito da iniciativa está no bem-estar da população. ABRE ASPAS - Esta é a verdadeira inclusão digital: quando um médico consegue se comunicar com agilidade e salvar vidas de imediato. O acesso é uma necessidade e um direito básico de todo cidadão brasileiro. Não existe serviço essencial efetivo no país sem inclusão digital - FECHA ASPAS.
O Ministério das Comunicações avalia que a chegada do 5G ampliará ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada.
Reportagem, Janaína Michalskì