Imagem: Renato Soares/ MTUR
Imagem: Renato Soares/ MTUR

Municípios de MG, RJ e BA iniciam testes práticos de prevenção de riscos e desastres

Seis cidades brasileiras passam a aplicar, a partir de março, ações de redução de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável, dentro de projeto coordenado pelo Ministério das Cidades e pela Fiocruz

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 Seis municípios brasileiros vão se tornar laboratórios práticos de ações de prevenção de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável. A iniciativa integra a segunda fase do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos (DUI-RRD Cidades), coordenado pelo Ministério das Cidades em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As cidades selecionadas foram Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais; Nova Friburgo, Paraíba do Sul e Petrópolis, no Rio de Janeiro; e Simões Filho, na Bahia. As ações começam em março e incluem a aplicação e o monitoramento da metodologia prevista no manual do DUI-RRD Cidades. Em maio, está prevista uma oficina presencial para adequar o manual à realidade de cada território.

A segunda fase do projeto teve início em maio de 2025, quando 12 municípios foram escolhidos entre 21 candidatos. Ao longo dos últimos meses, foram apresentadas nove propostas, que agora servirão de base para os testes práticos e para a consolidação do manual.

O secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Tomé Junior, ressaltou a relevância da iniciativa. Segundo ele, projetos como o DUI-RRD Cidades ajudam a transformar o planejamento urbano em uma ferramenta concreta de preparação das cidades para os desafios futuros.

Para chegar à versão atual da diretriz, foram realizadas oficinas temáticas que adaptaram as ideias originais a uma metodologia voltada à integração de políticas públicas, participação social, preservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

Os municípios que não avançaram para a segunda fase poderão acompanhar as atividades como observadores, garantindo a disseminação do conhecimento para além dos projetos pilotos.

Entre as ações previstas, Belo Horizonte e Nova Lima vão substituir infraestrutura cinza por Soluções Baseadas na Natureza, como jardins de chuva, pátios naturalizados e reflorestamento de encostas. Nova Friburgo e Petrópolis concentram esforços na institucionalização da gestão de riscos e no fortalecimento da participação comunitária. Já Paraíba do Sul e Simões Filho apostam na integração entre saneamento básico, requalificação urbana e regularização fundiária para reduzir vulnerabilidades e riscos à saúde pública.

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LOC.: Seis municípios brasileiros começam, a partir de março, a aplicar ações práticas de prevenção de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável. A iniciativa faz parte da segunda fase do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com Redução de Riscos de Desastres, coordenado pelo Ministério das Cidades em parceria com a Fiocruz.

Foram selecionadas as cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais; Nova Friburgo, Paraíba do Sul e Petrópolis, no Rio de Janeiro; e Simões Filho, na Bahia. As ações incluem testes práticos da metodologia do manual do projeto e uma oficina presencial, prevista para maio, que vai adaptar as diretrizes à realidade de cada município.

O secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Tomé Junior, destacou que o projeto ajuda a transformar o planejamento urbano em uma ferramenta concreta para preparar as cidades para desafios futuros.

As propostas envolvem desde soluções baseadas na natureza e reflorestamento de encostas até ações integradas de saneamento, regularização fundiária e fortalecimento da participação comunitária, com foco na proteção da vida e na adaptação às mudanças climáticas.

Reportagem, Jullya Borges.