Foto: Beatriz Batalha/MAPA
Foto: Beatriz Batalha/MAPA

Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, debate crédito rural durante evento em São Paulo

Primeira participação do ministro no Cosag reúne setor produtivo, bancos e governo para discutir financiamento e desafios do Plano Safra

ÚLTIMAS SOBRE AGRONEGÓCIOS


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta segunda-feira (4), em São Paulo, que pretende manter uma interlocução próxima com o setor produtivo e levar as demandas do agronegócio ao governo federal. A declaração ocorre em meio a preocupações do setor com crédito rural e regras ambientais.

A fala foi feita durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O ministro participou do encontro ao lado de sua equipe e foi recebido pela presidente do Cosag, a senadora Tereza Cristina.

Também estiveram presentes o secretário-executivo, Cleber Soares; o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua; o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos; o secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro; a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade; a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social, Carla Madeira; e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

A reunião marcou a primeira participação de André de Paula no colegiado após assumir o ministério. Na ocasião, o ministro e seus auxiliares ouviram representantes de vários segmentos do agronegócio, inclusive de instituições financeiras ligadas à execução do Plano Safra, principal programa público de financiamento rural.

“Estar nesta reunião faz parte da estratégia de escuta adotada desde que cheguei ao ministério. Ouvi atentamente todas as intervenções e tenho dimensão dos desafios que teremos nos próximos meses”, afirmou.

Restrição de crédito a produtores monitorados pelo Prodes

Entre os temas discutidos, ganhou destaque a restrição de crédito a produtores monitorados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). O sistema calcula a taxa anual de desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e em outros biomas.

Representantes do setor alertaram que cerca de 28% dos produtores que já acessaram crédito podem ser afetados pela limitação. O problema atinge inclusive casos em que as pendências foram regularizadas, mas continuam registradas devido à metodologia anual de análise.

VEJA MAIS:

Como possível alternativa, a Embrapa apresentou o projeto TerraClass, voltado ao mapeamento da cobertura e do uso da terra nos biomas brasileiros. Atualmente, a ferramenta abrange Amazônia e Cerrado, com previsão de expansão para todo o país.

Segundo o ministro, a presença da equipe técnica reforça o compromisso com o diálogo com o setor produtivo. Ele afirmou ainda que o governo está estruturando um Plano Safra robusto, embora as taxas de juros mais altas representem um desafio para o crédito rural.

O Cosag deve convidar representantes do Ministério da Fazenda para aprofundar a discussão em uma próxima reunião.

À tarde, o ministro e os secretários participaram de outro encontro, desta vez na Sociedade Rural Brasileira (SRB), também na capital paulista.
 

Receba nossos conteúdos em primeira mão.

LOC.: O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta segunda-feira, dia 4, que pretende manter diálogo próximo com o agronegócio e levar as demandas do setor ao governo federal.

A declaração foi feita durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista. Esse foi o primeiro encontro do ministro com o grupo desde que assumiu o cargo.

Durante a reunião, representantes do setor produtivo apresentaram preocupações, principalmente com o acesso ao crédito rural e com regras ambientais que podem impactar os produtores.

Um dos pontos mais debatidos foi a restrição de crédito para produtores monitorados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite, o Prodes. Segundo o setor, cerca de VINTE E OITO POR CENTO dos produtores que já tiveram acesso a financiamento podem ser afetados.

O problema, de acordo com os participantes, é que mesmo produtores que regularizaram sua situação ambiental continuam enfrentando dificuldades, devido à metodologia de análise anual.

Como alternativa, a Embrapa apresentou o projeto TerraClass, que mapeia o uso da terra e pode ajudar a tornar esse processo mais preciso.

O ministro também destacou que está estruturando um novo Plano Safra, considerado essencial para o setor, mas reconheceu que os juros mais altos são um desafio.

A expectativa é de que novas reuniões avancem nas discussões, inclusive com a participação do Ministério da Fazenda.

Reportagem, Marquezan Araújo