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LOC.: O Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 1,11%, aos 163.664 pontos, mantendo o ritmo de ganhos e operando próximo ao nível recorde. O avanço do índice foi apoiado pela valorização das ações da Vale, aumento do apetite ao risco do mercado com a diminuição do receio sobre a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e o desempenho superavitário maior do que o esperado do Brasil em 2025.
A diminuição do receio quanto aos desdobramentos da operação militar na qual os EUA invadiram a Venezuela no último dia 3 trouxe um aumento do apetite a riscos do mercado durante a sessão, aliado à atração de capital internacional motivada pela manutenção das altas taxas de juros no país.
A valorização das commodities metálicas, como o minério de ferro, apoiou a valorização dos papéis de empresas do ramo extrativista. O maior expoente foi a Vale (VALE3), que teve valorização de mais de 3% e empurrou o desempenho do Ibovespa.
Além disso, no cenário doméstico, o mercado reagiu ao desempenho superavitário do Brasil em 2025 superior ao esperado pelo próprio governo. O país finalizou o ano com saldo positivo de US$68,293 bilhões na balança comercial, o terceiro melhor resultado anual já registrado. A estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), informada em outubro, era um superávit de US$60,9 bilhões.
As ações com maior alta na sessão foram as da Arandu Investimentos SA e da Ambipar Participações e Empreendimentos SA, que subiram vinte e nove vírgula vinte e um por cento e dezesseis vírgula treze por cento, respectivamente. Por outro lado, as ações da Azul SA encabeçaram a lista de papéis em queda, recuando dezessete vírgula oitenta e um por cento.
O volume total negociado na B3 foi de pouco mais de vinte e quatro bilhões e oitocentos milhões de reais, em meio a mais de três milhões, novecentos e sessenta e nove mil negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
Reportagem, Henrique Fregonasse.