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LOC.: Na vitrine de uma grande cidade, um painel eletrônico exibe números que avançam sem parar. Não se trata do dólar nem da Bolsa de Valores, mas sim do relógio do gasto público brasileiro.
A ferramenta, chamada Gasto Brasil, foi desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo. Ela mostra, em tempo real, a escalada das despesas da União, estados e municípios.
Em 2025, os gastos já ultrapassam os 3,5 trilhões de reais, sendo quase um trilhão apenas em Previdência Social. Mais do que números, a plataforma busca provocar reflexão sobre como e onde o dinheiro público é aplicado.
O economista Allan Gallo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, alerta que, sem reformas estruturais, a situação fiscal continuará pressionando a economia brasileira.
TEC/SONORA: Allan Gallo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie
“O problema é que, enquanto o governo se recusar a enfrentar a questão do rombo fiscal e preferir relativizar as estatísticas que ele próprio divulga, o Banco Central vai continuar sem espaço para cortar juros de forma consistente.”
LOC.: Já para o presidente da Associação Comercial da Paraíba, André Amaral, o impacto visual do painel ajuda a aproximar o cidadão comum da discussão sobre contas públicas.
TEC/SONORA: André Amaral, presidente da Associação Comercial da Paraíba
“Essa plataforma é interessante porque permite que o cidadão, o eleitor, quem está na ponta, tenha um pouco de noção. Mensurar dinheiro é muito difícil, principalmente no momento em que vivemos, em que as pessoas quase não têm mais acesso ao dinheiro físico. Tudo é virtual e, por ser virtual, muitas vezes a gente perde a noção do que realmente representa. Mas aquele painel, com aquela quantidade de números, gera um impacto. E eu acredito que isso provoca um sentimento de cidadania e de cobrança muito grande no coração de cada cidadão.”
LOC.: Para saber quanto o governo federal, o seu estado ou a cidade onde você mora já gastaram desde o começo do ano, acesse gastobrasil.com.br.
Reportagem, Lívia Braz