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LOC.: Os municípios brasileiros recebem nesta quinta-feira, dia 30, o terceiro repasse de abril do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão distribuídos cerca de CINCO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS, valor que representa um crescimento de aproximadamente DEZESSETE POR CENTO em relação ao mesmo período do ano passado.
O especialista em orçamento público César Lima considera que o resultado é favorável para as prefeituras e aponta uma possível retomada no ritmo da arrecadação. Segundo ele, o cenário também pode indicar que o modelo de compensação adotado nas novas regras do Imposto de Renda já começa a apresentar resultados.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Isso pode nos demonstrar que o ano será positivo para o FPM e que muito provavelmente a conta do governo em relação ao imposto de renda sobre as grandes fortunas, aquele adicional para compensar a não arrecadação daqueles que ganham até cinco mil reais, podem ter realmente se mostrado reais, com números que não vão prejudicar os municípios ao longo do ano. Contudo, é necessário que continuemos acompanhando essa trajetória.”
LOC.: O FPM é uma das principais fontes de receita para cerca de oitenta por cento dos municípios brasileiros. Ele é formado por parte da arrecadação federal do Imposto de Renda e do IPI, o Imposto sobre Produtos Industrializados.
Na divisão por regiões, o Sudeste concentra o maior volume, com destaque para o estado de São Paulo, que recebe cerca de SETECENTOS E UM MILHÕES DE REAIS. No Nordeste, a Bahia lidera com mais de QUATROCENTOS E CINQUENTA E SEIS MILHÕES.
Já no Sul, o Rio Grande do Sul soma aproximadamente TREZENTOS E CINQUENTA E NOVE MILHÕES. No Centro-Oeste, Goiás fica à frente com cerca de CENTO E OITENTA E TRÊS MILHÕES. E no Norte, o Pará concentra cerca de CENTO E SESSENTA E DOIS MILHÕES DE REAIS.
Até o último dia 28 de abril, ONZE municípios estavam bloqueados para receber o repasse do FPM. Entre eles estão cidades como Nova Friburgo e Petrópolis, no Rio de Janeiro, além de Camboriú, em Santa Catarina, e Guamaré, no Rio Grande do Norte.
Para regularizar a situação e voltar a receber os recursos, as prefeituras precisam identificar o órgão responsável pelo bloqueio, entender a pendência e fazer a regularização necessária.
O valor do FPM varia conforme o número de habitantes e é atualizado todos os anos com base nos dados do IBGE.
Reportagem Marquezan Araújo