Imagem: Brasil 61
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FPM: municípios partilham R$ 5,6 bi nesta quinta-feira (30); valor representa alta de 17% em relação a 2025

O Sudeste concentra a maior quantia destinada aos estados brasileiros; municípios de São Paulo partilham R$ 701 milhões

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Os municípios brasileiros recebem nesta quinta-feira (30) o terceiro repasse de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No total, as prefeituras vão partilhar R$ 5,6 bilhões, um aumento de cerca de 17% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram distribuídos R$ 4,8 bilhões.

O especialista em orçamento público César Lima avalia que o resultado é positivo para as prefeituras e indica uma tendência de recuperação na arrecadação. Na avaliação dele, o cenário pode ser um indicativo de que o modelo de compensação previsto nas novas regras do Imposto de Renda pode estar surtindo efeito.

“Isso pode nos demonstrar que o ano será positivo para o FPM e que muito provavelmente a conta do governo em relação ao imposto de renda sobre as grandes fortunas, aquele adicional para compensar a não arrecadação daqueles que ganham até 5 mil reais, pode ter realmente se mostrado real, com números que não vão prejudicar os municípios ao longo do ano. Contudo, é necessário que continuemos acompanhando essa trajetória”, destaca.

 

 

Distribuição regional do FPM

O Sudeste concentra a maior quantia destinada aos estados brasileiros. Os municípios de São Paulo partilham R$ 701 milhões. Entre as cidades paulistas que recebem as maiores cotas estão Campinas, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.

No Nordeste, região que lidera em volume de recursos, a Bahia se destaca com mais de R$ 456 milhões. No estado, os municípios contemplados com as parcelas mais elevadas são Porto Seguro, Ilhéus e Vitória da Conquista, por exemplo.

No Sul, o maior montante é destinado ao Rio Grande do Sul, que distribuirá mais de R$ 359 milhões entre as prefeituras. Entre as cidades gaúchas que recebem os maiores repasses destacam-se Canoas, Caxias do Sul e Pelotas.

No Centro-Oeste, Goiás lidera a lista, com R$ 183 milhões. Entre os municípios que recebem os maiores valores no estado estão Anápolis, Luziânia e Rio Verde.

Já no Norte, o Pará concentra o maior volume, com R$ 162 milhões. Os entes locais que figuram entre os que recebem as maiores parcelas são Marabá, Santarém e Castanhal.

Municípios bloqueados no FPM

Até o dia 28 de abril de 2026, 11 municípios estavam bloqueados para recebimento do FPM. São eles:

  1. São Francisco do Maranhão – MA
  2. Nova Friburgo – RJ
  3. Petrópolis – RJ
  4. Guamaré – RN
  5. Não-Me-Toque – RS
  6. Santana da Boa Vista – RS
  7. Santo Antônio da Patrulha – RS
  8. Camboriú – SC
  9. Aquidabã – SE
  10. Poço Redondo – SE
  11. Combinado – TO

Para desbloquear a verba, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o bloqueio. Em seguida, precisa verificar o motivo e regularizar a situação.

Sobre o FPM

O FPM é considerado a principal fonte de receita de cerca de 80% dos municípios brasileiros e é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos do fundo são formados por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O valor recebido pelos municípios varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

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LOC.: Os municípios brasileiros recebem nesta quinta-feira, dia 30, o terceiro repasse de abril do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão distribuídos cerca de CINCO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS, valor que representa um crescimento de aproximadamente DEZESSETE POR CENTO em relação ao mesmo período do ano passado.

O especialista em orçamento público César Lima considera que o resultado é favorável para as prefeituras e aponta uma possível retomada no ritmo da arrecadação. Segundo ele, o cenário também pode indicar que o modelo de compensação adotado nas novas regras do Imposto de Renda já começa a apresentar resultados.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“Isso pode nos demonstrar que o ano será positivo para o FPM e que muito provavelmente a conta do governo em relação ao imposto de renda sobre as grandes fortunas, aquele adicional para compensar a não arrecadação daqueles que ganham até cinco mil reais, podem ter realmente se mostrado reais, com números que não vão prejudicar os municípios ao longo do ano. Contudo, é necessário que continuemos acompanhando essa trajetória.”
 


LOC.: O FPM é uma das principais fontes de receita para cerca de oitenta por cento dos municípios brasileiros. Ele é formado por parte da arrecadação federal do Imposto de Renda e do IPI, o Imposto sobre Produtos Industrializados.

Na divisão por regiões, o Sudeste concentra o maior volume, com destaque para o estado de São Paulo, que recebe cerca de SETECENTOS E UM MILHÕES DE REAIS. No Nordeste, a Bahia lidera com mais de QUATROCENTOS E CINQUENTA E SEIS MILHÕES. 

Já no Sul, o Rio Grande do Sul soma aproximadamente TREZENTOS E CINQUENTA E NOVE MILHÕES. No Centro-Oeste, Goiás fica à frente com cerca de CENTO E OITENTA E TRÊS MILHÕES. E no Norte, o Pará concentra cerca de CENTO E SESSENTA E DOIS MILHÕES DE REAIS.

Até o último dia 28 de abril, ONZE municípios estavam bloqueados para receber o repasse do FPM. Entre eles estão cidades como Nova Friburgo e Petrópolis, no Rio de Janeiro, além de Camboriú, em Santa Catarina, e Guamaré, no Rio Grande do Norte.

Para regularizar a situação e voltar a receber os recursos, as prefeituras precisam identificar o órgão responsável pelo bloqueio, entender a pendência e fazer a regularização necessária.

O valor do FPM varia conforme o número de habitantes e é atualizado todos os anos com base nos dados do IBGE.

Reportagem Marquezan Araújo