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LOC.: Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios mostrou que dezessete cidades de dez estados podem ter redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, a partir de 2026.
No Amazonas, aparecem os municípios de Anamã, Manaquiri e Parintins. No Pará, estão Rurópolis e Santana do Araguaia. No Rio Grande do Norte, Tangará. Em Pernambuco, Aliança. Em Sergipe, Poço Redondo. Em Minas Gerais, Francisco Sá. Em São Paulo, Santa Gertrudes e São Simão. No Paraná, Assaí, Bocaiúva do Sul e Moreira Sales. Em Mato Grosso, além de Nova Ubiratã, aparece Cotriguaçu. E, em Goiás, Maurilândia.
O motivo é a queda populacional registrada no último levantamento do IBGE, divulgado na semana passada.
Mais de dois mil municípios tiveram diminuição de habitantes. Mas, na prática, apenas esses dezessete devem ter alteração no coeficiente que define quanto cada cidade recebe do fundo. O FPM é a principal fonte de receita para dois em cada três municípios brasileiros, e por isso qualquer mudança preocupa os gestores.
Para evitar perdas bruscas, a Lei Complementar 198 de 2023 criou uma regra de transição, como explica o assessor de orçamento, César Lima.
TEC/SONORA: CESAR LIMA, ASSESSOR DE ORÇAMENTO
“O governo só pode diminuir esses coeficientes, até para o sistema de planejamento do próprio ente, na proporção de 10% ao ano. Então, se o município vai perder R$ 100 de FPM, ele perde R$ 10 no primeiro ano, R$ 20 no segundo, R$ 30 no terceiro e assim sucessivamente, até chegar aos R$ 100 depois de dez anos.”
LOC.: A ideia é dar tempo para que os municípios possam se organizar financeiramente e planejar seus orçamentos com mais segurança, explica LIma.
TEC/SONORA: CESAR LIMA, ASSESSOR DE ORÇAMENTO
“Depois dessa Lei Complementar 198 nada será abrupto. Tudo vai acontecer nesse percentual de 10% ao ano, o que dá tempo para o município se preparar, já sabendo que vai perder esses valores. Até porque algumas despesas, apesar da população ter diminuído, permanecem.”
LOC.: Prefeitos que discordarem dos números do IBGE têm até o dia 8 de setembro para contestar os dados. Esse processo é fundamental, já que o cálculo do FPM leva em conta principalmente a população de cada cidade e define parte importante do orçamento municipal para o próximo ano. A contestação pode ser feita por e-mail, no endereço [email protected].
Reportagem, Livia Braz