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LOC.: Uma perda anual de R$ 2,2 bilhões no faturamento das empresas do setor químico e cerca de 80 mil postos de trabalho ameaçados. Essas são as estimativas da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) para um futuro recente e preocupante, após publicação da MP 1034/2021, que entrará em vigor em julho deste ano e aguarda designação de relator no Plenário da Câmara dos Deputados.
A Medida Provisória, entre outras medidas, extingue o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). O benefício existe desde 2013, e permite a desoneração das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a compra de matérias-primas básicas. A medida garante uma maior competitividade do setor químico brasileiro, reduzindo a disparidade de custos entre a indústria local e a internacional.
Parlamentares da Câmara se movimentam para manter o regime e evitar prejuízos econômicos neste momento de crise sanitária. Em entrevista ao Brasil 61, o deputado federal Laercio Oliveira (PP/SE) contextualizou a MP.
Deputado, muito obrigado pela sua participação. Vamos começar explicando do que se trata essa Medida Provisória?
“No fundo, a MP 1034 tem outro objetivo. O objetivo dela é tratar de outros assuntos, incide sobre a aquisição de automóveis para pessoas com deficiência. É um dos objetos dessa medida provisória que foi apresentada pelo governo. Dentro dessa contextualização tem a revogação do Reiq como forma de compensar essa perda que o governo teria nessa questão da CSL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Então, entra na discussão um tema totalmente antagônico à questão que a medida provisória objetivamente quer resolver. Ou seja, para que os ouvintes entendam da melhor forma possível, seria o governo abrir mão de uma determinada receita, mas, em função disso, o governo chega do outro lado, em setor, e retira um regime especial que era concedido, no caso à indústria química, para a valorização desse setor. Ou seja, fragiliza a indústria química para compensar o benefício que o governo quer estender a uma outra atividade”
LOC.: E extinguir o Regime Especial da Indústria Química hoje, neste contexto econômico, social e de saúde que estamos vivendo, pode afetar a economia e os postos de trabalho?
“Fortemente. Esse setor é um setor que emprega 85 mil pessoas no nosso País. É um setor que tem procurado sobreviver às dificuldades econômicas que o nosso país atravessa hoje”
LOC.: Como podemos explicar a importância da indústria química para outros setores?
“A indústria química é a indústria das indústrias. Esse é um jargão muito importante, muito real. Toda indústria química brasileira produz insumos. As indústrias precisam dos insumos produzidos na indústria química para que ela consiga desenvolver o seu produto, seja ele qual for. Então, esse setor tem uma importância muito grande, tem uma força de geração de emprego impressionante no nosso País”
LOC.: E para a população em geral, quais os impactos da extinção do Reiq?
“Principalmente aumento dos produtos consumidos pela sociedade. Eu volto a dizer mais uma vez, essa é a indústria das indústrias. Por exemplo, no mundo dos plásticos. Na nossa casa, no nosso dia a dia, é comum o plástico estar presente em todos os cantos. Esse plástico é produzido pela injusta química. A retirada desse benefício vai provocar um aumento considerável do custo do setor plástico, por exemplo”
LOC.: Nós falamos com o deputado federal Laercio Oliveira (PP/SE). Muito obrigado por nos acompanhar e até a próxima.
Reportagem, Alan Rios
NOTA
LOC.: Uma perda anual de R$ 2,2 bilhões no faturamento das empresas do setor químico e cerca de 80 mil postos de trabalho ameaçados. Essas são as estimativas da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) para um futuro recente e preocupante, após publicação da MP 1034/2021, que entrará em vigor em julho deste ano e aguarda designação de relator no Plenário da Câmara dos Deputados.
A Medida Provisória, entre outras medidas, extingue o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). O benefício existe desde 2013, e permite a desoneração das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a compra de matérias-primas básicas.
A medida garante uma maior competitividade do setor químico brasileiro, reduzindo a disparidade de custos entre a indústria local e a internacional. Parlamentares da Câmara se movimentam para manter o regime e evitar prejuízos econômicos neste momento de crise sanitária.