Foto: Gustavo Garbino/Prefeitura de Canoas
Foto: Gustavo Garbino/Prefeitura de Canoas

Estados do Centro-Sul seguem apresentando sinais de queda nos quadros das SRAG

Mesmo com estados do Centro-Sul apresentando sinais de queda, vários estados do Nordeste indicam aumento no número de novos casos da doença


Os estados do Centro-Sul do Brasil seguem apresentando sinais de queda nos quadros das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) por Covid-19, enquanto vários estados do Nordeste indicam aumento no número de novos casos da doença. Os dados são do último Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (14).

O boletim apresenta que a Bahia, que foi o primeiro estado a registrar aumento nos casos recentes da região Nordeste, passa por uma desaceleração, mas ainda mantém crescimento no número de novas ocorrências. 

De acordo com o boletim, nos últimos dois meses a incidência e mortalidade de SRAG têm sido maiores entre crianças pequenas de até dois anos de idade e pessoas a partir de 65 anos. 

Além do Covid-19, vírus como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e adenovírus também são notáveis pela sua incidência em crianças pequenas. Por outro lado, a mortalidade por SRAG é consideravelmente mais alta entre os idosos, com a Covid-19 sendo a principal causa.

No Ceará também está sendo observado um crescimento mais acelerado semanalmente. Maranhão, Paraíba e Pernambuco ainda possuem um sinal inicial de um aumento recente nos casos, principalmente em pessoas com mais idade.

No Centro-Sul do país, a situação continua estável, com sinais de queda nos casos de Covid-19. Minas Gerais mostra estabilidade, enquanto Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, que anteriormente indicavam leve aumento, agora estão em fase de oscilação. 

Julival Ribeiro, infectologista, enfatiza a eficácia da vacinação na prevenção de várias doenças, como gripe, Covid-19, tétano, difteria, coqueluche e febre amarela. Ele também ressalta a atual recomendação do Ministério da Saúde para que as pessoas, especialmente aquelas pertencentes a grupos de risco, realizem a vacinação das doses de reforço. 

“Portanto, a vacinação é a melhor estratégia para prevenir a Covid-19. Portanto aqueles em que o ministério está solicitando a presença para atualizar o seu calendário vacinal não só da Covid-19, mas para todas as outras vacinas, sobretudo as crianças, para as vacinas que estão no calendário, os pais devem levar seus filhos para vacinar”, expõe.

Alessandra Sales, advogada de 25 anos, conta que tomou duas doses da vacina e pegou Covid-19 antes e depois da vacinação. Ela observou uma diferença significativa nos sintomas entre as duas ocasiões. Na primeira infecção, enfrentou perda de paladar e olfato. Já na segunda vez, após a vacinação, os sintomas foram mais brandos, como os de um resfriado e o único sintoma foi a tosse.

“Para mim, a importância da vacinação contra o vírus é que os sintomas não se agravem, podendo levar a óbito. A importância da vacinação também é uma questão de saúde pública para evitar a proliferação do vírus e para evitar que o vírus se espalhe tão rapidamente quanto ele se espalhou no início”, comenta.

Estados que apresentaram sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: 

  • Acre;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Espírito Santo; 
  • Maranhão;
  • Mato Grosso; 
  • Paraíba; 
  • Piauí;
  • Rondônia.

Capitais que apresentam sinais de aumento: 

  • Aracaju (SE), 
  • Campo Grande (MS); 
  • Florianópolis (SC); 
  • Fortaleza (CE);
  • João Pessoa (PB); 
  • Maceió (AL);
  • Rio de Janeiro (RJ); 
  • Salvador (BA);
  • Teresina (PI);
  • Vitória (ES).

Durante as últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de: influenza A com 1,3% dos casos, influenza B com 0,3%, VSR com 13,3%, e Covid-19 com 61,6%. 

Em relação às mortes associadas a esses vírus no mesmo período, a influenza A não registrou casos, a influenza B representou 0,6%. Não houve mortes pelo vírus sincicial respiratório, e o Covid-19 foi responsável por 95,5% das mortes.

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LOC.: Os estados do Centro-Sul do Brasil seguem apresentando sinais de queda nos quadros das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) por Covid-19, enquanto vários estados do Nordeste indicam aumento no número de novos casos da doença. Os dados são do último Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (14).

De acordo com o boletim, nos últimos dois meses a incidência e mortalidade de SRAG têm sido maiores entre crianças pequenas de até dois anos de idade e pessoas a partir de 65 anos. 

Além do Covid-19, vírus como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e adenovírus também são notáveis pela sua incidência em crianças pequenas. Por outro lado, a mortalidade por SRAG é consideravelmente mais alta entre os idosos, com a Covid-19 sendo a principal causa.

O infectologista Julival Ribeiro enfatiza a eficácia da vacinação na prevenção de várias doenças, como gripe, Covid-19, tétano, difteria, coqueluche e febre amarela. Ele também ressalta a atual recomendação do Ministério da Saúde para que as pessoas, especialmente aquelas pertencentes a grupos de risco, realizem a vacinação das doses de reforço. 
 

TEC./SONORA: Julival Ribeiro - infectologista

“Portanto, a vacinação é a melhor estratégia para prevenir a Covid-19. Portanto aqueles em que o ministério está solicitando a presença para atualizar o seu calendário vacinal não só da Covid-19, mas para todas as outras vacinas, sobretudo as crianças, para as vacinas que estão no calendário, os pais devem levar seus filhos para vacinar.”
 


LOC.: A advogada de 25 anos, Alessandra Sales, conta que tomou duas doses da vacina e pegou Covid-19 antes e depois da vacinação. Ela observou uma diferença significativa nos sintomas entre as duas ocasiões. Na primeira infecção, enfrentou perda de paladar e olfato. Já na segunda vez, após a vacinação, os sintomas foram mais brandos, como os de um resfriado e o único sintoma foi a tosse.
 

TEC./SONORA: Alessandra Sales, advogada 

“Para mim, a importância da vacinação contra o vírus é que os sintomas não se agravem, podendo levar a óbito. A importância da vacinação também é uma questão de saúde pública para evitar a proliferação do vírus e para evitar que o vírus se espalhe tão rapidamente quanto ele se espalhou no início.”
 


LOC.:  Durante as últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de: influenza A com 1,3% dos casos, influenza B com 0,3%, VSR com 13,3%, e Covid-19 com 61,6%. 

Em relação às mortes associadas a esses vírus no mesmo período, a influenza A não registrou casos, a influenza B representou 0,6%, não houve mortes pelo vírus sincicial respiratório, e o Covid-19 foi responsável por 95,5% das mortes.

Reportagem, Sophia Stein