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LOC.: Baratear o crédito para as empresas que desejam investir em inovação é importante para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias. A avaliação é da economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas. A especialista acredita que o Congresso Nacional acertou ao diminuir os juros que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, cobra nos financiamentos para projetos de inovação e digitalização.
TEC./SONORA: Carla Beni, economista e professora da FGV
"Os projetos para inovação são projetos de longo prazo com risco muito elevado. Destinar um valor com um juro menor do que a TLP, que é o normal cobrado pelo BNDES, é um estímulo interessante para a questão da inovação, que é tão necessária para o país".
LOC.: A medida provisória aprovada recentemente estipula que as operações de crédito do BNDES voltadas à inovação e digitalização passem a ser remuneradas pela Taxa Referencial, a TR, e não mais pela Taxa de Longo Prazo, a TLP. Isso significa uma queda nos juros anuais de quase 6% para pouco mais de 2%.
A MP estabelece que até 1,5% dos recursos que o Fundo de Amparo ao Trabalhador repassa ao BNDES – o equivalente a cinco bilhões de reais – estejam à disposição para financiar esses projetos com juros mais baixos, corrigidos pela TR.
Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, o senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, afirmou que o Brasil precisa facilitar a vida dos empreendedores que desejam inovar e aproveitar a mão de obra qualificada que acaba migrando para outros países.
TEC./SONORA: senador Carlos Viana (Podemos-MG)
"O Brasil precisa incentivar boas ideias. Nós temos jovens talentosos, temos cabeças que saem das universidades brasileiras e que acabam no exterior, porque lá elas são mais valorizadas do que aqui em nosso país. Importante a inovação na questão da tecnologia, geração de patentes. Não é uma questão de bandeira ideológica, de esquerda ou de direita. É uma questão de um país que precisa valorizar os talentos que tem".
LOC.: O texto garante a redução dos juros até 2026, mas deixa para o Conselho Monetário Nacional a definição dos critérios de elegibilidade.
Reportagem, Felipe Moura.