Educação - Ensino Técnico·08 de dezembro de 2023

Ensino técnico: jovens qualificados recebem 32% a mais

Estudo mostra vantagem de alunos com ensino médio profissionalizante em relação aos que saíram do ensino médio regular e não foram para a universidade

Por Lívia Braz
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Sair do ensino médio com uma profissão, entrar no mercado de trabalho mais cedo e ainda garantir salários melhores do que quem sai do ensino médio regular. Essas são algumas das vantagens do ensino técnico, confirmadas em números por uma pesquisa recente feita pelo Insper. 

O levantamento mostra que jovens formados pelo ensino técnico terão, ao longo da vida profissional, remuneração 32% maior que a de estudantes que cursaram ensino médio regular e não se formaram numa universidade. Professora do Instituto Federal de Brasília (IFB) desde 2011, Giovanna Tedesco explica que o diploma do ensino técnico habilita o jovem a uma iniciação profissional com certificação. Mas os benefícios desse tipo de formação vão além. 

“Os institutos têm uma concepção que não é apenas de formação profissional, também é uma formação social, como cidadão, nos relacionamentos, como se comportar em sociedade. E isso é muito importante para a vida profissional da pessoa.”

Investimento lucrativo

Um cálculo feito a partir da pesquisa mostra que para cada R$ 1 investido na educação profissional de nível médio, o estudante de ensino técnico tem retorno superior a R$ 3 na própria remuneração. Salários mais altos e chances de uma boa colocação no mercado de trabalho: é isso que mostra a pesquisa — as chances de quem sai formado pelo ensino técnico aumentam em 5% em relação aos jovens que terminaram apenas o ensino fundamental.

Para a senadora Professora Dorinha Rezende (UNIÃO-TO), em muitas áreas — como na agronomia —, um curso técnico muitas vezes capacita de forma integral o profissional.

“Tem muita função que você não precisa ter curso superior. Você pode ter um curso técnico bem feito, que se mantenha atualizado e que tenha um reconhecimento salarial.” 

Mas a parlamentar reforça a importância do ensino continuado. “Hoje, com as mudanças tecnológicas, ninguém está pronto. E aí é preciso romper esse ciclo de que se formar no ensino técnico é o fim. É preciso continuar estudando sempre. Acabou essa ideia de que fez o curso técnico, acabou. É preciso ter educação permanente e atualização.” 

O que dizem os empresários 

Em 2023, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) ouviram 1.001 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias sobre a educação no país. A pesquisa mostrou que o ensino técnico é o ponto mais forte da educação brasileira, para 1 em cada 3 empresários.

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SOBRE

Lívia Braz

Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2007, é repórter do Brasil 61 desde 2022. Ao longo de 18] anos de carreira, atuou nas redações da Record TV e na assessoria de comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF), cobrando fatos relevantes da história do pais, como posses presidenciais e eventos jurídicos, como o julgamento do Mensalão no STF.

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