Data de publicação: 12 de Dezembro de 2018, 17:16h, Atualizado em: 17 de Julho de 2020, 18:32h
Um lugar especial permite a convivência pacífica e harmoniosa de 122 pessoas com HIV, pertinho de Brasília. A chácara está a 30 quilômetros da capital federal. Em 10 hectares com plantas nativas do cerrado brasileiro existem 38 casas. Estamos falando da Chácara 11 da Quadra 108 do Recanto das Emas, onde homens, mulheres, crianças e cadeirantes, que sofriam com a exclusão da sociedade por causa do preconceito, vivem na Fraternidade Assistencial Lucas Evangelista, conhecida como FALE. O real significado da palavra comunidade é baseado no exercício da profissão, família, amigos e principalmente respeito. A maranhense Izabel Cristina Guimarães, de 65 anos, trabalha como telefonista ali e diz ter descoberto o vírus há quase 11 anos.
“Qualquer pessoa que descobre o vírus, ela fica chocada. Eu tive uma ajuda maravilhosa de uma senhora que é onde estou, onde eu moro, que eu moro numa instituição. Entendeu? A dona da instituição me deu força, carinho, amor. O que eu não tive lá fora, aqui dentro eu achei.”
A mulher idealizadora desse projeto é Jussara Santos Meguerian. A instituição vive somente de doações e precisa da ajuda efetiva para continuar com o trabalho essencial para mais de uma centena de pessoas atualmente, além de aguardar com ansiedade um sonho a ser realizado: a escritura definitiva do imóvel e a reforma das residências que precisam de reparos urgentes para dar mais conforto e segurança aos moradores da FALE. A Izabel faz um alerta importante sobre a prevenção e a importância do uso de preservativos na hora do sexo.
“Se cuidem, se previnam, principalmente agora os adolescentes, que você pode pesquisar bem, tem mais adolescentes com o vírus do que adultos. É só se prevenir, se cuidar, não usar agulha compartilhada, se for fazer as coisas se prevenir usando camisinha, entendeu? Porque a vida é bela, com HIV ninguém morre, morre de outros tipos de doença.”
De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, a garantia de tratamento para todos reduz em 16% as mortes por aids no Brasil. A diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken lembra que é a primeira vez em 20 anos que temos uma queda tão expressiva nas taxas da mortalidade para esse grupo.
“Nós temos hoje no país 866 mil pessoas vivendo com HIV. Dessas pessoas nós atingimos no ano passado 84% delas diagnosticadas. Por que é que eu estou enfatizando isso? Porque para nós o importante é detectar quem está infectado para colocar em tratamento, para que essa pessoa não adoeça de aids e não venha falecer.”
Saiba se você tem o vírus. Faça o teste rápido em qualquer unidade de saúde do seu estado. Use camisinha e conheça as outras formas de prevenção combinada, disponíveis no SUS. Proteja-se. Trinta anos da luta mundial contra a aids. Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br. Ministério da Saúde, Governo Federal.