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LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, avalia que a Reforma Tributária, em vigor desde 1º de janeiro, não representa o modelo ideal para o setor produtivo. O vice-presidente jurídico da entidade, Anderson Trautman, reconhece que a mudança trouxe avanços, sobretudo no que diz respeito à simplificação do sistema tributário.
No entanto, ele alerta que a falta de regulamentação pode gerar insegurança jurídica, dificultando a adaptação dos empreendedores que dispõem de pouco tempo para compreender as novas regras e adequar seus processos internos.
TEC./SONORA: Anderson Trautman, vice-presidente jurídico da CACB
“A nota fiscal — que, em 2026, precisa ter o destaque do adicional de 1% a título de IBS-CBS — trouxe consigo uma insegurança muito grande. Algumas atividades que passarão a ter essa exigência ainda não têm o documento disponível. Outras passarão a ter a necessidade de integração da nota fiscal — como, por exemplo, o setor de serviços — e também têm um desafio muito grande, porque passa justamente pela adequação dos próprios entes tributantes, como as prefeituras.”
LOC.: O ano de 2026 marca o início da chamada fase de testes operacionais do novo sistema de impostos instituído pela Reforma Tributária. Desde 1º de janeiro de 2026, está em vigor uma alíquota simbólica total de 1% sobre a circulação de bens e serviços.
Mesmo com alíquotas simbólicas, as obrigações acessórias já estão valendo. Com isso, as empresas deverão destacar a CBS e o IBS nas notas fiscais; preencher os novos campos obrigatórios e informar corretamente a classificação fiscal de produtos e serviços.
Trautman critica a falta de antecedência na divulgação das novas regras e defende uma maior interação entre o Comitê Gestor do Simples Nacional, a Receita Federal e as entidades empresariais, para auxiliar na disseminação das informações e aprimorar a implementação da reforma.
TEC./SONORA: Anderson Trautman, vice-presidente jurídico da CACB
“No final do ano, tivemos uma preocupação muito grande de empresas que, inclusive, postergaram o faturamento por receio de ter algum problema na emissão dos documentos, porque ainda não tinham normas claras editadas. Isso acaba impactando justamente a geração de receitas, a geração de empregos e o incremento da economia. E é justamente isso que a CACB quer evitar.”
LOC.: Nos últimos dias de 2025, o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços e a Receita Federal publicaram um Ato Conjunto, que prorroga até 1º de abril de 2026 o início da aplicação de multas para empresas e profissionais autônomos que deixarem de incluir o IBS e a CBS nas notas fiscais.
Para Anderson Trautman a postergação é positiva, mas as normas precisam ser debatidas com as entidades empresariais para garantir uma implementação da reforma que favoreça o desenvolvimento econômico.
Reportagem, Paloma Custódio