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LOC.: O Brasil deve colher, este ano, a maior safra da história. Segundo o IBGE, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve chegar a 34,5 milhões de toneladas. Isso representa um crescimento de mais de 16% em relação ao ano passado — são 47,7 milhões de toneladas a mais.
A área plantada também aumentou e deve passar dos 81 milhões de hectares. A soja lidera, com previsão de 165 milhões e meio de toneladas. O milho vem logo atrás, com 137,6 milhões de toneladas, somando as duas safras. O arroz em casca deve chegar a 12,5 milhões de toneladas e o algodão, a 9,5 milhões.
Entre as regiões, o Centro-Oeste concentra mais da metade da produção nacional, seguido pelo Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. Mato Grosso continua no topo da lista dos estados produtores, com quase um terço de toda a produção do país.
Para o economista do Conselho Regional de Economia (Corecon) Guidi Nunes , embora os números indiquem uma safra histórica, é preciso avaliar a rentabilidade.
TEC./SONORA: Guidi Nunes, economista do Conselho Regional de Economia (Corecon)
“Você tem uma queda de preço da commodities, aumento de custo dos insumos agrícolas utilizados para essa produção. Então, tem uma rentabilidade da safra agrícola que está na faixa de 2, 3%, quer dizer, menos de 3% ao ano, o que não é muito bom. Então, é um dado que tem que ser analisado, que aí, nesse volume de produção, os produtores vão ter que pensar alternativas ao longo do tempo, principalmente ao que chamamos de insumos biológicos na produção”.
LOC.: Ele também alerta que o aumento da produção se deve, em parte, à expansão da área plantada e não a ganhos expressivos de produtividade por hectare.
Reportagem, Mariana Ramos