Foto: Rodrigo Hanna/MIDR
Foto: Rodrigo Hanna/MIDR

Brasil e Uruguai avançam em plano conjunto para gestão das águas da Lagoa Mirim

Oficina binacional em Pelotas (RS) debate diagnóstico da bacia, etapa-chave para ações integradas de preservação, abastecimento e produção sustentável

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A gestão compartilhada das águas entre Brasil e Uruguai deu mais um passo concreto com o avanço do diagnóstico da bacia da Lagoa Mirim, base para ações conjuntas de preservação e uso sustentável. Representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) participaram, nos dias 15 e 16 de abril, da Oficina Binacional do Projeto Lagoa Mirim, realizada em Pelotas (RS), que discutiu a versão preliminar da Análise Diagnóstica Transfronteiriça (ADT), etapa fundamental para a construção do Plano de Ação Estratégica (PAE).

“Essa é uma oficina binacional que já é resultado de oficinas nacionais realizadas anteriormente e marca uma fase em que estamos construindo um diagnóstico transfronteiriço da bacia da Lagoa Mirim, considerado um dos produtos mais importantes da iniciativa”, afirmou o coordenador-geral de Gestão de Recursos Hídricos do MIDR, Alberto Batista da Silva Filho. Segundo Batista, esse diagnóstico será a base para as próximas etapas. “É com base nesse diagnóstico que será elaborado o Plano de Ação Estratégica, que é o documento-chave do projeto e que vai orientar as diretrizes futuras para uma gestão conjunta da bacia entre Brasil e Uruguai”, completou.

Liderado pelos governos brasileiro, por meio do MIDR, e uruguaio, por intermédio da Direção Nacional de Águas (Dinagua), o projeto conta com assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), parceria operacional da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e financiamento de US$ 4,85 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). “O MIDR foi quem iniciou a construção desse projeto junto com os atores locais e com o Uruguai, trazendo a FAO como agência implementadora. Nosso papel é de órgão executor, garantindo que o projeto avance e que os documentos reflitam uma visão verdadeiramente binacional”, explicou Alberto.

Durante a oficina, foram debatidos os principais desafios transfronteiriços relacionados à água, como qualidade hídrica, vulnerabilidade climática, governança, uso do solo e sustentabilidade da pesca e da produção agropecuária. O evento também incluiu uma visita técnica ao Canal São Gonçalo, estrutura estratégica para o controle da salinidade e para o equilíbrio hídrico da região. “Construir um projeto com essa característica binacional pode parecer simples no papel, mas é um grande desafio na prática. É preciso integrar percepções e produzir documentos que representem toda a bacia, e não apenas um lado. Ainda assim, temos avançado bem, especialmente pela boa relação entre os países”, destacou o coordenador do MIDR.

Lagoa Mirim

A Lagoa Mirim, segunda maior lagoa do Brasil, tem papel estratégico para a região Sul, especialmente para a agricultura irrigada, a pesca artesanal e o abastecimento de água. Por sua localização na fronteira, é também um elemento central de integração entre Brasil e Uruguai. O assistente do representante da FAO no Brasil, Gustavo Chianca, reforçou a importância da iniciativa para a gestão sustentável dos recursos hídricos. “Esse é um projeto muito importante, porque envolve dois países e tem como objetivo alcançar resultados concretos para o manejo sustentável dessa bacia, incorporando temas essenciais como produção sustentável e uso adequado da água”, afirmou.

Ele também destacou o impacto da lagoa para as populações locais. “A Lagoa Mirim tem um papel fundamental para os dois países. Ela impacta diretamente uma grande população, contribuindo para a agricultura, a pesca, o abastecimento e até o lazer. Por isso, o manejo sustentável e as práticas conjuntas entre Brasil e Uruguai são essenciais”, disse.

A oficina consolida mais uma etapa do Projeto Lagoa Mirim, reforçando a cooperação entre os dois países e a importância de uma gestão integrada, baseada em conhecimento técnico, participação social e articulação institucional.

 

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LOC 1: Brasil e Uruguai juntos na preservação dos recursos hídricos// Nesta quarta e quinta feira, 15 e 16 de abril, representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional participaram da Oficina Binacional do Projeto Lagoa Mirim, realizada em Pelotas, no Rio Grande do Sul// O encontro reuniu representantes dos dois países, além de instituições técnicas, acadêmicas e atores locais, para discutir a versão preliminar da Análise Diagnóstica Transfronteiriça da bacia// A etapa é fundamental para a construção do Plano de Ação Estratégica, conforme explica Alberto Batista Filho, coordenador-geral de Gestão de Recursos Hídricos do MIDR

TEC./SONORA: ALBERTO

“Essa é uma oficina binacional que oriunda já de oficinas nacionais que ocorreram no final do ano e obviamente o a gente chegou numa fase do projeto em que é uma construção de um diagnóstico transfronteiriço da bacia do Lago Mirim e obviamente aqui no evento estão autoridades, pessoas do próprio território e órgãos tanto do lado Uruguai quanto brasileiro que vieram justamente falar sua percepção sobre esse diagnóstico que tá sendo construído e trazer elementos ainda para incorporar ainda mais esse diagnóstico que é um dos produtos mais importantes também no projeto”
“Bom, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, primeiro foi quem iniciou a construção desse projeto junto com os atores locais e com o próprio Uruguai, trazendo a FAU como agência implementadora desse projeto e o papel do MDR do projeto é de órgão executor. Então é um papel fundamental de fazer as coisas andarem, fluírem”


LOC 2: A Lagoa Mirim, segunda maior lagoa do Brasil, tem papel estratégico para a região Sul, especialmente para a agricultura irrigada, a pesca artesanal e o abastecimento de água// Por estar localizada na fronteira, é também um elemento central de integração entre Brasil e Uruguai// Durante a oficina, foram debatidos os principais desafios transfronteiriços relacionados à água, como qualidade hídrica, vulnerabilidade climática, governança, uso do solo e sustentabilidade da pesca e da produção agropecuária// O evento também incluiu uma visita técnica ao Canal São Gonçalo, estratégico para o controle da salinidade e o equilíbrio hídrico da região// O assistente do representante da FAO no Brasil, Gustavo Chianca, reforçou a importância da iniciativa para a gestão sustentável dos recursos hídricos

TEC./SONORA: GUSTAVO CHIANCA

“Olha, esse projeto que a gente chama Lagoa Mirim, é um projeto muito importante. Primeiro é um projeto de dois países, um projeto binacional que tenta trabalhar e tem como objetivo chegar a resultados concretos de manejo sustentável dessa bacia tão importante para os dois países” “E além disso, ele coloca componentes novos novos nessa discussão, que é a sustentabilidade, a produção sustentável, o manejo adequado das águas, todos os temas que hoje são importantes para nossa sociedade e que a gente viva de forma melhor”
 


LOC 3: Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em Segurança Hídrica, acesse Ministério do Desenvolvimento Regional///
Reportagem, Mayra Christie