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LOC.: O repasse do primeiro decêndio de abril do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, previsto para esta sexta-feira, dia 10, soma cerca de SEIS BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS. No entanto, nem todas as prefeituras vão receber esses recursos neste momento.
Isso porque OITO municípios estão temporariamente bloqueados e, por enquanto, fora da partilha. Entre eles, cidades dos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
A lista inclui Águia Branca, no Espírito Santo; Itaperuna, Nova Friburgo e Silva Jardim, no Rio de Janeiro; São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul; além de Brusque, Camboriú e Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina.
De acordo com o Tesouro Nacional, esses bloqueios acontecem quando há pendências por parte das prefeituras. Entre os principais motivos estão dívidas com a Previdência, falta de pagamento de contribuições como o Pasep, débitos inscritos na dívida ativa da União ou até a ausência de prestação de contas obrigatórias, especialmente na área da saúde.
Essas irregularidades são registradas no sistema financeiro do governo federal e impedem automaticamente o repasse dos valores até que a situação seja regularizada.
O impacto pode ser direto nas contas públicas, já que o FPM é uma das principais fontes de receita dos municípios.
Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, é fundamental que as prefeituras identifiquem rapidamente a origem do problema para evitar prejuízos maiores.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Em relação aos municípios bloqueados, que não vão receber os seus valores na sexta-feira, é importante que eles procurem saber o motivo do bloqueio, que pode ir desde a não entrega de um dos relatórios obrigatórios pela Lei de Responsabilidade Fiscal até pendências previdenciárias ou mesmo o não pagamento de parcelas de empréstimos dos quais a União seja avalista.”
LOC.: Vale destacar que o bloqueio não é definitivo. Assim que as pendências forem resolvidas, os repasses voltam a ser liberados normalmente, garantindo recursos essenciais para áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Reportagem, Marquezan Araújo