Imagem: Brasil 61
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‘BLOQUEADOS DO FPM’: 8 municípios podem ficar de fora da partilha de R$ 6,4 bilhões

As cidades são das regiões Sul e Sudeste do país

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A transferência do primeiro decêndio de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está prevista para esta sexta-feira (10). O valor total a ser distribuído é de R$ 6,4 bilhões. No entanto, oito cidades estão bloqueadas para o recebimento desses recursos. A suspensão deverá se manter até que as prefeituras regularizem as pendências, que podem ser legais, fiscais ou previdenciárias.

Os municípios estão divididos entre as regiões Sul e Sudeste do país, com destaque para Santa Catarina e Rio de Janeiro, que concentram três cidades bloqueadas cada. A lista também inclui municípios do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul.

Confira a lista dos bloqueados do FPM até o dia 8 de abril:

  1. Águia Branca (ES)
  2. Itaperuna (RJ)
  3. Nova Friburgo (RJ)
  4. Silva Jardim (RJ)
  5. São Francisco de Paula (RS)
  6. Brusque (SC)
  7. Camboriú (SC)
  8. Santo Amaro da Imperatriz (SC)

Motivos mais comuns dos bloqueios

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diferentes motivos, incluindo a falta de pagamento da contribuição ao Pasep, dívidas com o INSS, débitos inscritos na dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou ausência de prestação de contas no SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde).

A lista das cidades consta no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), que reúne informações orçamentárias e financeiras da União.

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O sistema registra essas pendências e impede o recebimento de qualquer transferência até que o município regularize sua situação.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, o bloqueio do FPM tem grande impacto nas finanças municipais. Por isso, é importante que os problemas sejam identificados e sanados.

“Em relação aos municípios bloqueados, que não vão receber os seus valores na sexta-feira, é importante que eles procurem saber o motivo do bloqueio, que pode ir desde a não entrega de um dos relatórios obrigatórios pela Lei de Responsabilidade Fiscal até pendências previdenciárias ou mesmo o não pagamento de parcelas de empréstimos dos quais a União seja avalista”, lembra.

 

Vale destacar que os bloqueios são temporários. Dessa forma, assim que os municípios resolvem as pendências, os repasses do FPM são retomados, garantindo recursos essenciais para áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

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LOC.: O repasse do primeiro decêndio de abril do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, previsto para esta sexta-feira, dia 10, soma cerca de SEIS BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS. No entanto, nem todas as prefeituras vão receber esses recursos neste momento.

Isso porque OITO municípios estão temporariamente bloqueados e, por enquanto, fora da partilha. Entre eles, cidades dos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

A lista inclui Águia Branca, no Espírito Santo; Itaperuna, Nova Friburgo e Silva Jardim, no Rio de Janeiro; São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul; além de Brusque, Camboriú e Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina.

De acordo com o Tesouro Nacional, esses bloqueios acontecem quando há pendências por parte das prefeituras. Entre os principais motivos estão dívidas com a Previdência, falta de pagamento de contribuições como o Pasep, débitos inscritos na dívida ativa da União ou até a ausência de prestação de contas obrigatórias, especialmente na área da saúde.

Essas irregularidades são registradas no sistema financeiro do governo federal e impedem automaticamente o repasse dos valores até que a situação seja regularizada.

O impacto pode ser direto nas contas públicas, já que o FPM é uma das principais fontes de receita dos municípios.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, é fundamental que as prefeituras identifiquem rapidamente a origem do problema para evitar prejuízos maiores.
 

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público

“Em relação aos municípios bloqueados, que não vão receber os seus valores na sexta-feira, é importante que eles procurem saber o motivo do bloqueio, que pode ir desde a não entrega de um dos relatórios obrigatórios pela Lei de Responsabilidade Fiscal até pendências previdenciárias ou mesmo o não pagamento de parcelas de empréstimos dos quais a União seja avalista.”
 


LOC.: Vale destacar que o bloqueio não é definitivo. Assim que as pendências forem resolvidas, os repasses voltam a ser liberados normalmente, garantindo recursos essenciais para áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

Reportagem, Marquezan Araújo