ZIKA VÍRUS: Saiba quais são os sintomas e procedimento em caso de suspeita

Até o momento foram notificados 2401 casos suspeitos de microcefalia, segundo ministério da Saúde

 

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REPÓRTER: Os casos suspeitos de microcefalia, no país, tem aumentado nas últimas semanas. De acordo com último boletim epidemiológico do ministério da Saúde, foram notificados mais de dois mil e quatrocentos casos suspeitos até agora. Foi comprovado pelo próprio ministério que esse tipo de microcefalia, em específico, tem relação com o zika vírus, que é transmitido pelo mosquito aedes aegypt – transmissor também da dengue e chikungunya. A coordenadora do comitê de virologia da Sociedade Brasileira de Infectologia, SBI, Nancy Bellei, explica quais são os principais sintomas do zika.
 
SONORA: Nancy Bellei, coordenadora do comitê de virologia da Sociedade Brasileira de Infectologia, SBI
 
“A pessoa pode ter febre. Geralmente não é uma febre muito alta, não é 39 ou 39 e meio. Geralmente é abaixo de 38. Alguns dias, segundo e terceiro dia, já aparece na pele um vermelhidão com muita coceira em uma área muito grande do corpo. Então é uma vermelhidão intensa que coça muito. Que dura três ou quatro dias e aí acaba.”
 
REPÓRTER: A médica ginecologista Lucila Nagata explica qual é o procedimento a partir da suspeita e qual é o protocolo realizado pelo ministério.
 
SONORA: Lucila Nagata, médica ginecologista
 
“Essas pacientes que teriam essa suspeita então são encaminhadas, hoje em dia, pelo protocolo que saiu do ministério da Saúde, foi publicado e inclusive tem na internet. A orientação é que são pacientes de notificação compulsória e esses bebês ao nascimento devem ser investigados. Fazendo acompanhamento com infectologista, neurologista. Deve-se fazer uma tomografia do crânio, os exames transfantonelares. Ou seja, essa criança vai ser toda rastreada do ponto de vista neurológico e infeccioso se essa microcefalia for confirmada.”
 
REPÓRTER: Até o momento foram notificados mais de dois mil e 400 casos suspeitos de microcefalia em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal. O ministério da Saúde recomenda que a população, e principalmente as gestantes, evitem criadouros do mosquito aedes aegypt, utilizem repelentes e vistam roupas de manga comprida ou calça.
 
Reportagem, Sara Rodrigues 
 

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