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LOC.: O Governo Federal publicou nesta semana uma portaria que detalha as metas e os limites financeiros dos estados que participam do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo a publicação assinada pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, serão repassados R$ 150 milhões que vão ser utilizados para a compra de alimentos de agricultores familiares. Esses produtos serão entregues a pessoas em vulnerabilidade social.
A liberação das verbas visa minimizar o impacto da pandemia do novo coronavírus no setor de Agricultura Familiar e na vida de pessoas em situação de insegurança alimentar. Os estados têm até 30 dias para demonstrar interesse no recebimento dos recursos e apresentar uma proposta de execução desses repasses. Elisângela Sanches Januário, diretora substituta do Departamento de Compras Públicas da Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva do Ministério da Cidadania, detalha como os entes federativos podem demonstrar interesse nos recursos.
“Essa proposta de execução consiste numa planilha que eles vão encaminhar por e-mail, que será inserida no sistema, indicando quantos agricultores serão atendidos com o recurso, quantas entidades serão contempladas e o tipo de produto que será adquirido.”
LOC.: A portaria prevê que o montante a ser repassado a cada estado levará em conta a relação entre a oferta de alimentos provenientes da agricultura familiar e a demanda requerida pela população em situação de insegurança alimentar e nutricional. O governo federal estima que cerca de 23 mil de agricultores de mais de três mil municípios vão ser contemplados.
Esses recursos detalhados na portaria publicada nesta semana fazem de uma medida provisória assinada em abril que liberou um crédito extraordinário de R$ 500 milhões para a compra de produtos da agricultura familiar por meio do PAA. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirma que esses recursos contemplarão os produtores mais afetados durante a crise ocasionada pela pandemia.
“Destacamos a destinação de R$ 500 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em conjunto com o Ministério da Cidadania, Economia e a Conab, setores que sofreram um maior impactos, como os hortifrútis granjeiros e a cadeia produtiva do leite foram priorizados nesse programa.”
LOC.: Segundo o censo agropecuário 2017, último levantamento do gênero, em 11 anos o setor de agricultura familiar perdeu mais de dois milhões de postos de trabalho. Ainda assim, a área é a principal empregadora no campo e contabiliza uma força de trabalho total de aproximadamente 15 milhões de pessoas.
Reportagem, Paulo Oliveira