Foto: Divulgação/MIDR
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Transnordestina transporta 946 toneladas de sorgo em segundo teste operacional

A carga partiu do Terminal Intermodal do Piauí e chegou ao Ceará após 16 horas de viagem, marcando mais uma etapa dos testes da ferrovia

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A expectativa dos produtores rurais nordestinos em torno da circulação dos trens de carga da Transnordestina começou a se confirmar nesta segunda-feira (12), com a chegada de 946,12 toneladas de sorgo ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, durante o segundo teste operacional da ferrovia. A carga percorreu o trajeto em 16 horas e 34 minutos, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI).

A linha férrea operacionalizada pela Transnordestina Logística (TLSA) está em operação desde dezembro de 2025. Apesar de as primeiras cargas transportadas serem de produtos agrícolas, o diretor comercial e de Terminais da TLSA, Alex Trevizan, adianta que a concessionária pretende variar as mercadorias nas próximas viagens experimentais. “Também pretendemos fazer um transporte com soja, mas fugindo um pouco do granel sólido agrícola, verificamos que há a possibilidade, ainda neste mês, de fazer um movimento de gipsita. Talvez no mês que vem de calcário e gesso agrícola, para diversificar um pouco mais para o granel sólido mineral”, afirma.

Não há um número total de viagens ou prazo fixo estipulado para os testes operacionais, já que o tempo de viagem de cada locomotiva pode variar. Esse período, no entanto, é essencial para que a concessionária possa realizar testes em todos os âmbitos da operação da ferrovia.

Um dos principais pontos avaliados é a logística de transbordo e os acessos das carretas. Segundo o diretor, a análise técnica foca na agilidade dos acessos e na integração entre o modal ferroviário e o rodoviário. “Um dos fatores que analisamos é o ponto de carregamento e o ponto da descarga dos produtos, a questão dos acessos das carretas para que elas possam manobrar e fazer o transbordo direto, sai do vagão e já cai rápido no caminhão, para esse giro ser rápido”, explica.

Eficiência operacional

Trevizan ressalta que a velocidade dessa transferência de carga é o que vai garantir a eficiência operacional da Transnordestina, permitindo que os vagões retornem rapidamente à origem para novos ciclos de transporte. Além disso, o desempenho da infraestrutura tem sido positivo. “Quanto mais rápido esse giro é, melhor para a gente e melhor para o cliente. Como a malha é nova, ela corresponde, quando opera, às nossas expectativas de velocidade”, conclui.

O trecho ferroviário autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o tráfego de cargas tem aproximadamente 679 quilômetros, dos quais 580 estão sendo atualmente utilizados para o transporte comercial. A empresa já prevê outros fluxos no trecho autorizado para circulação, possibilitando outros pontos de origem e destino de acordo com a mercadoria e a demanda dos clientes.

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LOC: A chegada de 946 toneladas de sorgo ao Terminal Logístico de Iguatu, no Ceará, nesta segunda-feira, 12 de janeiro, marcou o segundo teste operacional da Ferrovia Transnordestina. A carga partiu do Terminal Intermodal do Piauí e levou cerca de 16 horas para concluir o trajeto. A linha férrea operacionalizada pela Transnordestina Logística está em operação desde dezembro de 2025. O diretor comercial e de Terminais da concessionária, Alex Trevizan, adianta que ainda haverão outras viagens experimentais, e que as próximas devem transportar tipos diferentes de mercadorias.

TEC./SONORA: ALEX TREVISAN

"No mês de dezembro, nós fizemos um teste com milho, essa semana estamos fazendo um teste com sorgo, né, que é uma carga também, um granel sólido agrícola. Lógico, a gente imagina também fazer com soja, então são cargas aí parecidas. E aí, fugindo um pouco do granel sólido agrícola, a gente verifica que tem a possibilidade, ainda nesse mês, de fazer um movimento de gipsita. Talvez o mês que vem calcário, gesso agrícola, aí a gente começa a diversificar um pouco mais para o granel sólido mineral."


LOC: Um dos principais pontos que estão sendo avaliados durante as operações teste é a logística de transbordo de cargas e os acessos das carretas. O foco é na agilidade dos acessos e na integração entre o modal ferroviário e o rodoviário. Atualmente, a Transnordestina utiliza 580 quilômetros para transporte comercial, do total de 679 quilômetros autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. A concessionária já planeja expandir a operação para todo o trecho permitido, criando novas rotas de origem e destino conforme a demanda dos clientes e o tipo de mercadoria.

Para saber mais sobre as ações do governo federal em integração e desenvolvimento regional, acesse: mdr. gov. br

Reportagem, Giulia Luchetta