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LOC: O Tribunal de Contas da União, o TCU, aprovou uma proposta de acordo para solucionar conflitos sobre penalidades aplicadas na fiscalização de produtos de origem animal.
A medida envolve processos relacionados a infrações ocorridas entre 2017 e 2022 e um valor estimado em 32 milhões e 280 mil reais.
A discussão começou após mudanças na legislação. O Ministério da Agricultura e Pecuária levou ao TCU dúvidas sobre como tratar processos administrativos ainda pendentes, abertos sob as regras anteriores à Lei do Autocontrole, de 2022.
Entre as penalidades discutidas estão a suspensão de atividades, a interdição de estabelecimentos e a suspensão de registro. Casos relacionados a riscos sanitários não fazem parte do acordo.
Para os processos já encerrados administrativamente, o valor estimado é de 10 milhões e 780 mil reais. Nos casos ainda em andamento, a projeção é de cerca de 21 milhões e 490 mil reais, após os descontos previstos.
Os cálculos consideram a gravidade das infrações e o porte econômico das empresas. A adesão ao acordo será voluntária, e as empresas participantes terão de renunciar a contestações administrativas ou judiciais relacionadas às penalidades incluídas.
A decisão ainda depende de uma versão consolidada do acordo. O TCU estabeleceu prazo de 30 dias para a apresentação do documento com os ajustes determinados pelo tribunal e a concordância do Ministério da Agricultura e das entidades participantes.
A decisão consta do Acórdão 2025 de 2026, do Plenário do TCU.
Reportagem, Juline Pogorzelski.