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TARIFAÇO: Estudo da ApexBrasil aponta mercados alternativos para 195 produtos brasileiros

Levantamento da ApexBrasil indica destinos na Europa, Ásia, América Latina e África como novas oportunidades para produtos brasileiros


O estudo Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros, lançado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), detalha como cada estado é afetado pelas novas tarifas  anunciadas em julho deste ano pelos Estados Unidos e quais as possibilidades de redirecionamento das exportações para 195 produtos brasileiros. O levantamento foi feito com base na metodologia do Mapa de Oportunidades da Agência, que classifica os destinos em perfis como Abertura, Consolidação, Manutenção e Recuperação Mercados da União Europeia, da Ásia e da América Latina aparecem como alternativas viáveis para produtos como o café mineiro, o ferro e o aço do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e o pescado do Ceará, que sempre tiveram nos Estados Unidos seus principais compradores.

Em Minas Gerais, o café em grão não torrado lidera as vendas externas para os EUA: foram US$ 1,5 bilhão em 2024, equivalentes a 80,5% de tudo que o Brasil exportou do produto para aquele mercado. Já no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, a dependência está concentrada nos semimanufaturados de ferro e aço, com 62,7% das exportações capixabas e 57,3% das fluminenses destinadas aos norte-americanos.
No Ceará, peixes, água de coco e mel somaram quase US$ 580 milhões em vendas para os EUA, o que corresponde a 88% do total exportado pelo estado em 2024. Proporcionalmente, é o estado mais dependente: 45% de sua pauta exportadora está concentrada nesse destino.
O Sudeste é a região mais vulnerável: São Paulo (19%), Espírito Santo (29%) e Rio de Janeiro estão entre os que mais sentem os efeitos imediatos do tarifaço. No Amazonas, produtos do Polo Industrial de Manaus, como eletroeletrônicos, também correm risco de perda de competitividade

Para onde ir?

O café mineiro encontra oportunidades em países como Holanda, Alemanha, Espanha e Japão. O ferro e aço do Espírito Santo e do Rio podem ser redirecionados para França, Alemanha, Canadá e México. Já o pescado cearense tem espaço em mercados como Alemanha, Bélgica, Chile, Equador e até em países africanos emergentes, como Egito e África do Sul.

Outros estados também têm margem para diversificar. O Amazonas pode ampliar vendas para a China e vizinhos sul-americanos, como Argentina e Colômbia. São Paulo, com pauta diversificada, possui 20 produtos com alternativas na União Europeia e na América Latina.

Diversificação como estratégia

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, os Estados Unidos seguem como mercado decisivo, mas é preciso ter opções. “É preciso negociar, mas a ApexBrasil está fazendo sua parte para apoiar. Estamos mapeando, estado por estado, os setores mais dependentes das exportações para os Estados Unidos, para compreender com precisão quais cadeias produtivas estão mais expostas. A partir desse diagnóstico, buscamos alternativas concretas para inserir esses produtos em novos mercados, diversificando destinos e reduzindo riscos para as empresas brasileiras.”

O gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, Gustavo Ribeiro, reforça que a diversificação deve ser permanente. “Não colocar todas as fichas em uma cesta só é um princípio básico de mitigação de riscos. A publicação oferece subsídios práticos para que gestores e empresários tomem decisões estratégicas com mais clareza”, explica.

Plano Brasil Soberano

O estudo da ApexBrasil também está alinhado ao Plano Brasil Soberano, lançado recentemente pelo Governo Federal como resposta ao impacto das sobretaxas norte-americanas. Além de mapear novos mercados, o plano prevê medidas de apoio direto aos exportadores, como a liberação de R$ 30 bilhões em linhas de crédito do Fundo Garantidor de Exportações (FGE), com foco em pequenas e médias empresas.

O pacote inclui ainda a ampliação do prazo para uso de créditos tributários no regime de Drawback, dando fôlego financeiro às companhias afetadas e ajudando a preservar empregos em cadeias produtivas estratégicas.
 

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LOC.: As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras estão mudando o rumo da pauta de comércio exterior. Produtos como o café de Minas Gerais, o ferro e o aço do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além do pescado do Ceará, que tinham nos EUA seus principais compradores, agora precisam conquistar novos mercados. É o que aponta um estudo da ApexBrasil chamado Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros. O levantamento mostra que Minas Gerais, por exemplo, exportou UM BILHÃO E MEIO DE DÓLARES em café em grão para os Estados Unidos em 2024, o que corresponde a 80% do total vendido do produto pelo Brasil.

No Espírito Santo e no Rio de Janeiro, o ferro e o aço são praticamente todos enviados para o país norte-americano.

Já no Ceará, peixes, água de coco e mel somaram quase QUINHENTOS E OITENTA MILHÕES DE DÓLARES – 88% do total exportado pelo estado para os norte-americanos.

O Sudeste é a região brasileira mais exposta: São Paulo tem 19% da pauta voltada para os Estados Unidos, por exemplo. No Amazonas, produtos do Polo Industrial de Manaus, como eletroeletrônicos, também estão sob risco de perder competitividade.
Mas o estudo da ApexBrasil vai além do diagnóstico: ele indica CENTO E NOVENTA E CINCO produtos que podem ser dirigidos para outros mercados. Para o café mineiro, os principais destinos possíveis são Holanda, Alemanha, Espanha e Japão.

Ferro e aço do Espírito Santo e do Rio podem seguir para França, Alemanha, Canadá e México.

Já o pescado cearense pode conquistar novos compradores na Alemanha, Bélgica, Chile, Equador e até em países da África, como Egito e África do Sul.
E há mais: outros estados também têm espaço para diversificar. O Amazonas pode ampliar vendas para China, Argentina e Colômbia. São Paulo, com uma pauta mais ampla, tem 20 produtos com alternativas na União Europeia e na América Latina.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destaca o esforço da Agência para reduzir os impactos do tarifaço.
 

TEC./SONORA: Jorge Viana, presidente da ApexBrasil

“Fizemos um apanhado no mundo inteiro e identificamos 72 países que podem se tornar destino para os 96 setores da economia que hoje comercializam seus produtos com os Estados Unidos e estão sendo impactados. Esses setores precisam diversificar mercados, e isso foi feito."


LOC.: O estudo também se conecta ao Plano Brasil Soberano, lançado pelo Governo Federal, que prevê TRINTA BILHÕES DE REAIS em linhas de crédito com juros acessíveis pelo Fundo Garantidor de Exportações, principalmente para pequenas e médias empresas afetadas pelo tarifaço. O objetivo é dar fôlego financeiro, preservar empregos e manter a competitividade do país nos mercados internacionais.
O estudo Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros pode ser acessado em: www.apexbrasil.com.br.

Reportagem, Livia BRaz