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LOC.: As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras estão mudando o rumo da pauta de comércio exterior. Produtos como o café de Minas Gerais, o ferro e o aço do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além do pescado do Ceará, que tinham nos EUA seus principais compradores, agora precisam conquistar novos mercados. É o que aponta um estudo da ApexBrasil chamado Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros. O levantamento mostra que Minas Gerais, por exemplo, exportou UM BILHÃO E MEIO DE DÓLARES em café em grão para os Estados Unidos em 2024, o que corresponde a 80% do total vendido do produto pelo Brasil.
No Espírito Santo e no Rio de Janeiro, o ferro e o aço são praticamente todos enviados para o país norte-americano.
Já no Ceará, peixes, água de coco e mel somaram quase QUINHENTOS E OITENTA MILHÕES DE DÓLARES – 88% do total exportado pelo estado para os norte-americanos.
O Sudeste é a região brasileira mais exposta: São Paulo tem 19% da pauta voltada para os Estados Unidos, por exemplo. No Amazonas, produtos do Polo Industrial de Manaus, como eletroeletrônicos, também estão sob risco de perder competitividade.
Mas o estudo da ApexBrasil vai além do diagnóstico: ele indica CENTO E NOVENTA E CINCO produtos que podem ser dirigidos para outros mercados. Para o café mineiro, os principais destinos possíveis são Holanda, Alemanha, Espanha e Japão.
Ferro e aço do Espírito Santo e do Rio podem seguir para França, Alemanha, Canadá e México.
Já o pescado cearense pode conquistar novos compradores na Alemanha, Bélgica, Chile, Equador e até em países da África, como Egito e África do Sul.
E há mais: outros estados também têm espaço para diversificar. O Amazonas pode ampliar vendas para China, Argentina e Colômbia. São Paulo, com uma pauta mais ampla, tem 20 produtos com alternativas na União Europeia e na América Latina.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destaca o esforço da Agência para reduzir os impactos do tarifaço.
TEC./SONORA: Jorge Viana, presidente da ApexBrasil
“Fizemos um apanhado no mundo inteiro e identificamos 72 países que podem se tornar destino para os 96 setores da economia que hoje comercializam seus produtos com os Estados Unidos e estão sendo impactados. Esses setores precisam diversificar mercados, e isso foi feito."
LOC.: O estudo também se conecta ao Plano Brasil Soberano, lançado pelo Governo Federal, que prevê TRINTA BILHÕES DE REAIS em linhas de crédito com juros acessíveis pelo Fundo Garantidor de Exportações, principalmente para pequenas e médias empresas afetadas pelo tarifaço. O objetivo é dar fôlego financeiro, preservar empregos e manter a competitividade do país nos mercados internacionais.
O estudo Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros pode ser acessado em: www.apexbrasil.com.br.
Reportagem, Livia BRaz