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LOC.: A reforma trabalhista de 2017 gerou uma economia de QUINZE BILHÕES DE REAIS para o Brasil entre 2022 e 2024. É o que mostra um estudo da Confederação Nacional da Indústria, da Fundação Getúlio Vargas e do Movimento Brasil Competitivo, divulgado nesta sexta-feira, dia 3 de outubro.
A maior parte desse ganho veio da redução no número de processos trabalhistas. Em 2022, o país economizou cerca de OITO BILHÕES DE REIAS; em 2023, SEIS BILHÕES; e em 2024, com o aumento das ações judiciais, o valor caiu para cerca de SETECENTOS MILHÕES DE REAIS.
Segundo o estudo, o volume de processos no Brasil ainda está bem acima da média de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que reúne nações desenvolvidas.
O presidente do Conselho de Relações de Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, destaca que a reforma melhorou o ambiente de negócios, ao ampliar negociações coletivas, regulamentar a terceirização e dar mais clareza às obrigações de empresas e trabalhadores.
TEC./SONORA: Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações de Trabalho da CNI
“Isso contribuiu para a redução da litigiosidade nas relações de trabalho e uma consequente redução na insegurança jurídica relacionada ao tema. Obviamente, com menos insegurança jurídica, as empresas passam a ver um horizonte mais previsível, tanto para decisões de realização de investimentos, como de contratação de trabalhadores, etc.”
LOC.: O estudo aponta que pontos específicos da reforma reduziram as disputas na Justiça do Trabalho. Processos por terceirização caíram 99%, a prevalência do negociado sobre o legislado reduziu os litígios de VINTE E CINCO MIL para MIL QUINHENTOS CASOS e casos sobre deslocamento e intervalos intrajornada caíram drasticamente.
Outros temas, como equiparação salarial e gratificação de função, também tiveram redução significativa.
As entidades defendem que a legislação trabalhista continue sendo revisada.
Para o economista Sillas Cezar, do Laboratório de Governo da USP, a Consolidação das Leis do Trabalho, em vigor desde 1943, está desatualizada.
TEC./SONORA: Sillas de Souza Cezar, economista do Laboratório de Governo da USP
“É fato o argumento de que a CLT é antiga, ela não está olhando para os problemas atuais, ela não está olhando para uma tendência de valorizar o trabalho feito sem carteira assinada”.
LOC.: A alta litigiosidade trabalhista também impacta o chamado Custo Brasil, que engloba fatores como alta carga tributária, burocracia, infraestrutura precária e juros elevados. Hoje, estima-se que esse custo atinja um trilhão e setecentos bilhões de reais por ano, o equivalente a 20% do Produto Interno Bruto.
Reportagem, Cristina Sena