Foto: Divulgação/MIDR
Foto: Divulgação/MIDR

Recuperação de nascentes avança em Minas Gerais com apoio do MIDR

Em visita técnica, equipe do MIDR acompanha a implantação de unidades de recuperação de nascentes para ampliar a segurança hídrica

ÚLTIMAS SOBRE MDR


Com o objetivo de acompanhar, em campo, os resultados das ações de recuperação ambiental e segurança hídrica, uma equipe do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esteve em São João del-Rei (MG) para ver de perto a implantação das Unidades Demonstrativas de Recuperação de Nascentes (UDRNs) nas bacias dos rios Grande e Paranaíba.

A ação, proposta pelo MIDR em parceria com a Universidade de Viçosa (UFV),  prevê a instalação de 200 unidades em Minas Gerais e Goiás, com foco na ampliação da recarga hídrica, redução de processos erosivos e melhoria da qualidade e quantidade de água. "O projeto das Unidades Demonstrativas visa, antes de tudo, conscientizar os pequenos produtores rurais sobre a importância da conservação da água e do solo como garantia da segurança hídrica e do desenvolvimento socioeconômico da região", destacou o secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira.

As unidades demonstrativas são estruturadas em etapas que vão desde o diagnóstico das áreas até a execução de ações de campo, monitoramento e manutenção, além de atividades de educação ambiental junto a produtores rurais e comunidades locais. A iniciativa também incorpora tecnologias inovadoras, como o uso de inteligência artificial para análise de dados voltada ao monitoramento das nascentes.

Até o momento, na 1ª etapa, foram inspecionadas 32 áreas com processos erosivos, sendo: 20 associadas a nascentes intermitentes, 1 a montante de nascente perene, 2 a montante de nascente intermitente, 8 nascentes perenes e 1 área ainda aguardando identificação. Na 2ª etapa, foram formalizados 7 termos de aceite aprovados e 1 devolvido para retificação. Na 3ª etapa, há 7 projetos executivos aprovados com ressalva por se tratar de nascentes intermitentes, devendo ser atualizados no período chuvoso para caracterização adequada.

Conscientização e adesão

Para a bióloga e gestora técnica dos projetos do Programa de Revitalização de Recursos Hídricos do MIDR, Cleide Rocha Santos, o trabalho começa com a conscientização dos proprietários rurais. “A primeira etapa do projeto é o contato com o proprietário, numa ação de sensibilização, demonstrando a importância da recuperação de uma nascente degradada. A partir da adesão, elaboramos um projeto com apoio técnico de biólogos e engenheiros e, depois, partimos para a execução em campo. São áreas que antes estavam degradadas e hoje passam por um processo de restauração, com benefícios que vão desde a produção de água até a valorização da propriedade e ganhos para todo o entorno”, explicou.

Os resultados já podem ser percebidos por quem vive nas áreas atendidas. A agricultora Ana Maria Guimarães relata a transformação em sua propriedade. “Era uma área morta, um solo que não tinha vida. Hoje é totalmente diferente. Com o projeto, vieram pássaros, como tucanos, e a água aumentou. Melhorou muito a qualidade do solo e eu pretendo preservar essa área do jeito que está, protegida”, destacou.

Serra da Canastra

Além das visitas às propriedades rurais, a equipe também esteve na região da Serra da Canastra, onde acompanhou as obras de recuperação e pavimentação da estrada de acesso ao parque nacional. A intervenção busca mitigar impactos ambientais, como erosões, deslizamentos e o carreamento de sedimentos para os cursos d’água, contribuindo para a preservação dos mananciais.

Os projetos fazem parte das ações financiadas com recursos oriundos do processo de desestatização da Eletrobras, destinados à revitalização de bacias hidrográficas. Entre os resultados esperados estão o aumento da infiltração e recarga de aquíferos, a redução do assoreamento dos rios, a mitigação de processos erosivos e a geração de renda para produtores rurais, consolidando avanços ambientais e socioeconômicos nas regiões atendidas.

Receba nossos conteúdos em primeira mão.

LOC 1: A implantação das Unidades Demonstrativas de Recuperação de Nascentes nas bacias dos rios Grande e Paranaíba segue avançando, com ações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional// A iniciativa prevê a instalação de 200 unidades em Minas Gerais e Goiás, com foco na ampliação da recarga hídrica, redução de processos erosivos e melhoria da qualidade e quantidade de água// Em visita técnica às áreas atendidas, equipes do ministério acompanharam de perto a execução dos trabalhos e as etapas do projeto// As unidades são estruturadas desde o diagnóstico até as ações de campo, monitoramento e educação ambiental junto a produtores rurais// A bióloga e gestora técnica do programa, Cleide Rocha Santos, explica como funciona a implantação// 

TEC./SONORA: CLEIDE ROCHA

“A primeira etapa do projeto, a gente faz o contato com o proprietário numa ação de sensibilização, demonstrando pra ele a importância da recuperação de uma nascente que se encontra degradada em sua propriedade, ele aceitando esse benefício da recuperação ambiental, a gente elabora um projeto de execução, projeto utilizando com apoio de biólogos e engenheiros, principalmente quando a gente trata de processos erosivos, a gente tem que utilizar técnicas de engenharia pra esses processos, hoje em dia as práticas que vem utilizando é a técnica da bioengenharia e depois do projeto ai vem pra execução em campo que é a implantação das áreas” 


LOC 2: Os resultados já podem ser percebidos por quem vive nas áreas atendidas, como relata a agricultora Ana Maria Guimarães. 
 

TEC./SONORA: ANA MARIA GUIMARÃES

“Então, para o meu terreno foi muito bom, por quê? Era uma área morta, um solo morto, que não tinha nada. Hoje não, hoje é totalmente diferente. Hoje é um solo com vida e através do projeto veio pássaros, apareceu muitos tipos de passarinho, tucano” “Então, assim, tem bastante, apareceu muitos pássaros que não tinha dentro da propriedade. Fora a água que lá vem aumentando, né? Então, assim, melhorou muito”
 


LOC 3: O projeto é financiado com recursos da desestatização da Eletrobras e apoia a revitalização de bacias hidrográficas// A expectativa é aumentar a infiltração de água no solo, reduzir o assoreamento dos rios e gerar renda para produtores rurais// Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em Segurança Hídrica, acesse Ministério do Desenvolvimento Regional
Reportagem, Mayra Christie