Foto: Reprodução/Brasil Mineral
Foto: Reprodução/Brasil Mineral

Petrobras e Unigel vão desenvolver negócios no setor de fertilizantes

Empresas vão analisar negócios conjuntos em fertilizantes, hidrogênio verde e projetos de baixo carbono


A Petrobras iniciou discussões com a Unigel Participações S.A. para analisar negócios conjuntos que envolvam desenvolvimento de oportunidades nas áreas de fertilizantes, hidrogênio verde e projetos de baixo carbono, em linha com a revisão dos elementos estratégicos para o Plano Estratégico 2024-2028 (PE 2024-28) da Petrobras.

A Petrobras e a Unigel assinaram acordo de confidencialidade não vinculante com vigência de dois anos. Somente após a conclusão de análises técnicas por grupo multidisciplinar, eventuais projetos advindos do acordo terão estimativas oficiais de custo e retorno, necessárias para futuramente serem apreciados pelas instâncias de aprovação interna, de acordo com a governança da Companhia. A Unigel está estrategicamente localizada nos estados da Bahia, Sergipe e São Paulo, e no México. A empresa é especializada em estirênicos, acrílicos e fertilizantes nitrogenados e uma das principais fabricantes de fertilizantes nitrogenados do País. Além disso, a companhia realiza a primeira iniciativa para produção em escala industrial e distribuição de hidrogênio e amônia verde do Brasil.

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LOC.: O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em parceria com a empresa EY (lê-se iuai) realizou o estudo “Riscos e Oportunidades de Negócios em Mineração e Metais no Brasil”, além de apresentar um breve panorama do setor e sua relevância para a economia nacional. Entre os temas mais abordados pelo setor de mineração e metais estão ESG, geopolítica e mudanças climáticas.

O ESG estar no top do ranking mostra a importância dessa pauta para o setor. A crescente demanda por minerais e metais produzidos de forma sustentável apresenta novas oportunidades de negócio, uma vez que os clientes estão dispostos a investir mais em tais produtos. As mineradoras têm destinado boa parte de seus recursos para investir na redução de carbono e na reciclagem de produtos. Quanto aos riscos, impactos da mudança climática, como enchentes, crises no sistema elétrico, falta de água potável, entre outras questões, acrescidos de falhas na governança corporativa que comprometem a segurança socioambiental, tem consequências para os custos das empresas e, em muitos casos, inviabilizam sua licença social para operar.

A geopolítica mencionada no estudo tem impactado diretamente o setor por causa das sanções impostas para a Rússia pela União Europeia, aumento do custo de energia na Europa por conta da guerra, além das constantes tensões entre Estados Unidos e China e mudanças nos governos estaduais e federal no Brasil. 

As projeções crescentes de preço de créditos de carbono nos mercados europeu e americano e a expectativa de criação de um mercado de carbono regulado no Brasil indicam que as mineradoras devem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa – o que também demanda mudanças nas cadeias operacionais. 

A força de trabalho também foi um destaque no estudo, já que é crescente a consciência a respeito das atividades com altos riscos ao meio ambiente e à sociedade, o que dificulta que novas gerações se interessem em mineração e metalurgia. 

O setor respondeu por 40% do saldo brasileiro na balança comercial em 2022 e o faturamento do setor no ano foi de R$ 250 bilhões. Segundo dados do setor, 80% de toda energia elétrica utilizada no Brasil é produzida a partir de fontes renováveis, enquanto a média global é de 29%. Já em relação à matriz energética, 48% provém de fontes renováveis no Brasil, enquanto a média global é de 15%. Isso significa que o potencial da mineração brasileira pode ainda ser positivamente impactado pela busca global por minerais e metais “verdes”.

Com informações da Revista Brasil Mineral, reportagem, Sophia Stein