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LOC.: A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física. Pela proposta, quem ganha até 5 mil reais por mês não vai pagar imposto a partir de 2026.
Hoje, a isenção vale apenas para salários de até 3 mil e 36 reais. Com a mudança, segundo estimativas do governo, mais de 26 milhões de brasileiros serão beneficiados.
O projeto também prevê desconto para quem ganha até 7 mil 350 reais. Já para compensar a renúncia de receita, a proposta cria uma nova taxação sobre pessoas de alta renda — aquelas que recebem mais de 600 mil reais por ano. A cobrança será progressiva e pode chegar a 10%.
O relator do projeto, deputado Arthur Lira, explicou que a ideia é dar mais justiça ao sistema tributário. Enquanto trabalhadores pagam em média de 9 a 11% de imposto sobre seus ganhos, os contribuintes mais ricos recolhem apenas 2,5%.
Mas especialistas avaliam que a medida tem pontos de atenção. O advogado tributarista Marco Antônio Ruzene destaca o risco de desequilíbrio fiscal no curto prazo.
TEC/SONORA – Marco Antônio Ruzene, advogado tributarista
“Porém, diante do proposto escalonamento da cobrança dos novos tributos, com início apenas em 2026 para os dividendos, parte dessa receita compensatória será adiada, o que pode gerar um desequilíbrio temporário. Portanto, a compensação precisa ser suficiente no médio prazo, mas, no curto prazo, pode ocorrer um pequeno desequilíbrio na arrecadação.”
LOC.: Já para o advogado tributarista e contador Gabriel Santana Vieira, a proposta traz um alívio imediato não apenas para quem está na faixa de isenção, mas também para a classe média.
TEC/SONORA – Gabriel Santana Vieira, advogado tributarista e contador
“Já para quem está na faixa entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, o projeto também traz vantagens importantes. Foi criada uma fórmula de desconto que reduz significativamente o valor do imposto retido na fonte. Na prática, mesmo que a pessoa continue pagando, esse valor será menor, garantindo um salário líquido mais alto ao final do mês. É um avanço que beneficia não apenas quem ganha menos, mas também a classe média, que há muito tempo pedia um respiro tributário.”
LOC.: O texto aprovado pela Câmara segue agora para o Senado Federal. Se passar, ainda precisará da sanção do presidente Lula para entrar em vigor.
Reportagem, Livia Braz