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LOC.: A indústria química brasileira também pode ter um papel importante no fortalecimento da segurança pública no país. Esse foi um dos temas debatidos na segunda edição da Conferência de Segurança Pública, o iLab Segurança 2026, realizada entre os dias três e cinco de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.
A participação inédita da Associação Brasileira da Indústria Química, a Abiquim, no evento levou à discussão de como o setor produtivo pode contribuir para a prevenção de riscos, o controle de cadeias produtivas e o enfrentamento ao crime organizado.
Durante um dos painéis do encontro, o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, destacou que cadeias produtivas estruturadas, com governança, rastreabilidade e protocolos técnicos rigorosos, são menos vulneráveis a atividades ilícitas.
TEC./SONORA: André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim
“Estar em um evento de cadeias dessa natureza reforça que o setor produtivo é parte da solução quando o tema é segurança pública. Cadeias estruturadas, com governança, rastreabilidade e protocolos técnicos rigorosos são menos vulneráveis a ilícitos e ao crime organizado. Segurança também se constrói com prevenção, gestão de risco e cooperação entre indústria e poder público.”
LOC.: No evento, a Abiquim apresentou três iniciativas integradas voltadas à segurança no setor químico. Uma delas é o Gpolarol, uma linha de primeiros socorros para acidentes com produtos químicos, que ajuda a conter rapidamente os danos iniciais em casos de queimaduras químicas.
Outra iniciativa é o Pró-Química, um serviço gratuito disponível VINTE E QUATRO horas por dia em todo o país, pelo telefone ZERO OITOCENTOS, CENTO E DEZ, OITOCENTOS E VINTE E SETE. O canal oferece orientação técnica especializada em emergências com produtos perigosos, conectando chamadas a especialistas em toxicologia, medicina e indústria química.
Já o Sassmaq é um sistema utilizado para avaliar empresas que prestam serviços logísticos, com foco em segurança, saúde, meio ambiente e qualidade, ajudando a reduzir riscos no transporte de produtos químicos.
A indústria química também mantém programas voluntários de gestão de riscos e melhoria contínua em segurança e meio ambiente, como o Programa Atuação Responsável, adotado no Brasil desde a década de noventa.
O iLab Segurança 2026 reuniu autoridades das forças de segurança de todo o país para discutir estratégias de combate ao crime organizado e fortalecer a cooperação entre estados e o setor produtivo.
Reportagem, Marquezan Araújo