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LOC.: O debate sobre o fim da escala seis por um – modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa um – voltou a ganhar força no Congresso Nacional. A proposta é defendida por parte dos parlamentares como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Mas a discussão também acende um alerta no setor produtivo, que alerta para o aumento de custos e impactos na geração de empregos.
O deputado federal pelo Pará, Joaquim Passarinho, do PL, avalia que o debate e a compreensão dos impactos do projeto são fundamentais para que se chegue a um consenso sobre o assunto.
O parlamentar, que também preside a Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo, organizou um evento no último dia 10 de março para discutir o tema com representantes do setor produtivo.
TEC./SONORA: Deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo
“Nós precisamos entender, com essas pessoas que empregam 80% da população brasileira, o que elas pensam, como desejam essa modernização e como podemos realizá-la sem um impacto muito grande, principalmente no custo de vida, na inflação e no bolso do trabalhador.”
LOC.: Do lado do setor empresarial, entidades acompanham a discussão com cautela. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, que representa associações comerciais de todo o país, avalia que qualquer mudança precisa considerar os impactos para empresas, especialmente as micro e pequenas.
Segundo o presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, é necessário ouvir todos os setores antes de uma decisão.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente CACB
“É importante chamar todos os setores da sociedade: empreendedores, trabalhadores, representantes dos trabalhadores e a sociedade civil organizada. Assim podemos discutir uma mudança possível, que não prejudique os consumidores com inflação, nem os trabalhadores com queda nos empregos, nem os empresários com aumento de custos.”
LOC.: Enquanto o debate avança no Congresso Nacional, especialistas apontam que os impactos do fim da escala seis por um podem variar de acordo com o setor da economia e o modelo adotado. Por isso, parlamentares e representantes do mercado defendem que a discussão seja feita com base em dados técnicos e diálogo, buscando equilibrar qualidade de vida para os trabalhadores e a manutenção dos empregos no país.