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LOC: A atuação da Defesa Civil na proteção de animais em situações de desastre foi tema de um bate-papo realizado nesta quinta-feira, dia 26, pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. O encontro foi transmitido pelo canal oficial do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional no Youtube e reuniu especialistas para discutir desafios no atendimento aos animais em cenários de emergência. A coordenadora-geral de Assistência Humanitária da Sedec, Júnia Ribeiro, destacou que essa é uma demanda antiga, que por muito tempo ficou sob responsabilidade de voluntários.
TEC./SONORA: JÚNIA RIBEIRO
“A demanda por atendimento emergencial dos animais afetados por desastre, ela é antiga e, eh, na maior parte das vezes, a gente sabe que é feito pelo voluntariado e os protetores de animais. Eh, algum tempo a Sedec que aproximou-se da de entidades que atuam no resgate e abrigamento e durante o passo do Rio Grande do Sul, em 2024, a demanda ficou evidente e medidas emergenciais foram tomadas durante aquele desastre.”
LOC: Durante o encontro, especialistas também destacaram a importância do planejamento prévio, da integração entre órgãos públicos e da inclusão dos animais nos planos de contingência. A veterinária e presidente do Grupo de Resposta a Animais em Desastres, Carla Sassi, chamou atenção para o papel dos animais dentro das famílias e os impactos disso nas ações da Defesa Civil.
TEC./SONORA: CARLA SASSI
“Hoje, o conceito de família multiespécie já é juridicamente reconhecido. Já existem diversas jurisprudências que entendem a família como esse núcleo formado por seres humanos e seus animais, desde que exista um vínculo de afeto, de cuidado entre a pessoas e seus animais.”
LOC: Segundo ela, em situações de desastre, essa relação influencia diretamente o comportamento das pessoas.
TEC./SONORA: CARLA SASSI
”E quando um desastre acontece, as famílias atingidas sempre têm animais. Isso é fato. Em todos os desastres que a gente atuou até hoje, todas as quase todas as famílias têm os seus animais de estimação, principalmente cães e gatos. E muitas pessoas se recusam a sair daquela situação de risco por causa dos seus animais. Muitas pessoas acabam se colocando em risco até maior para estar juntos com os seus animais."
LOC: O debate reforçou a importância de políticas públicas mais estruturadas e de ações preventivas para garantir uma resposta mais eficiente e humanizada em situações de desastre.