Foto: Fran Jacquier/Unsplash
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Covid-19: pesquisa revela hábitos de higiene que brasileiros pretendem continuar após a pandemia

Pesquisa feita pela Xlear mostrou que mais de 64% dos entrevistados planeja continuar lavando as mãos regularmente após cada vez que tocar em algo ou alguém


Desde março de 2020, diversos hábitos tiveram que se modificar por conta da pandemia, principalmente os de higiene: lavar as mãos constantemente, usar álcool em gel com frequência e não encostar no rosto, por exemplo.

Uma pesquisa recente feita pela Xlear, empresa de produtos saudáveis, mostrou que mais de 64% dos entrevistados planejam continuar lavando as mãos regularmente depois de cada vez que tocarem em algo ou alguém, após o fim da pandemia. Além disso, metade das pessoas que participaram da pesquisa disseram que vão continuar usando o álcool em gel com frequência. 

A microempreendedora Celina Hikari mora com os avós e seu filho Miguel, em Brasília, e conta os desafios de não levar o vírus para dentro de casa. “Meu filho tem 3 anos, então ele não sabe que não pode colocar a mão no chão e pôr na boca, por exemplo. Hoje ele já entende porque moldamos ele com os cuidados da pandemia. Hoje ele usa máscara, ele passa álcool em gel, em relação a esses cuidados ele já está bem disciplinado". Celina ressalta que tirar os sapatos antes de entrar em casa foi um dos hábitos adotados pela família durante a pandemia e que será mantido por muito tempo. 

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Ainda na pesquisa, mais de 44% dos entrevistados afirmaram que continuarão evitando tocar no nariz e nos olhos sem antes lavar as mãos e mais de 36% confirmaram o mesmo em relação à boca. Confira a porcentagem de cada hábito:

  • Lavar as mãos sempre que tocar em algo ou alguém - 64,2%
  • Ter sempre à mão o álcool em gel - 50,2%
  • Evitar tocar no nariz e nos olhos sem ter as mãos limpas - 44,3%
  • Evitar colocar as mãos na boca - 36,2%
  • Lavar o nariz - 17,4%

Para a estudante Maria Eduarda Resende, de 14 anos, a maior dificuldade desde o começo da pandemia foi manter as mãos longe do rosto. “Eu já tinha o hábito de lavar a mão e passar álcool em gel. Porém, parar de passar a mão no rosto, no nariz, parar de encostar foi um grande desafio para mim porque eu tinha essa mania, mas a máscara facilitou”, conta.

Além de lavar as mãos e usar álcool em gel, a dra. Natália Bastos indica que outro hábito também pode prevalecer. “Dentro dos cuidados [que vão ficar], provavelmente após a pandemia, as pessoas vão ter mais cuidado de não visitar o outro, visitar as pessoas, enquanto estiver doente. Isso deve ser um hábito que vai ser mantido após a pandemia”, orienta a médica pediatra, que reforça a importância de sempre manter um pote pequeno de álcool na bolsa.

Maria Eduarda já retornou para as aulas presenciais na escola e garante que planeja manter os cuidados mesmo após o fim da pandemia."Eu pretendo adquirir, para minha vida, o hábito de manter um certo distanciamento das pessoas, de não ficar abraçando toda hora. O vírus ainda vai estar aí quando a pandemia acabar e o risco de nós pegarmos ainda vai ser grande. Então, vou continuar me preservando”, conclui.

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LOC.: Uma pesquisa recente feita pela Xlear, empresa de produtos saudáveis, mostrou que mais de 64% dos entrevistados planejam continuar lavando as mãos regularmente após cada vez que tocarem em algo ou alguém, mesmo depois do fim da pandemia. Além disso, mais de 44% afirmaram que vão seguir evitando tocar no nariz e nos olhos sem lavar as mãos antes.

A estudante Maria Eduarda Resende, de 14 anos, já voltou para a escola e conta que a maior dificuldade desde o começo da pandemia é manter as mãos longe do rosto.

TEC./SONORA: Maria Eduarda, estudante

“Eu já tinha o hábito de lavar a mão e passar álcool em gel. Porém, parar de passar a mão no rosto, no nariz, parar de encostar foi um grande desafio para mim porque eu tinha essa mania, mas a máscara facilitou.”

LOC.: A médica pediatra Natália Bastos ressalta a importância de manter hábitos como higienizar as mãos e não fazer visitas à família ou amigos caso esteja doente.

TEC./SONORA: Dra. Natália Bastos, médica pediatra

“Nós podemos observar que qualquer pessoa, agora, vendo um vidro de álcool vai automaticamente aproveitar daquele momento para passar nas mãos. Precisamos manter o hábito de ter álcool em gel na bolsa e no carro. Outra coisa que percebemos é que a pessoa vai ter o hábito por espirrar com cuidado, já vai ter o hábito de espirrar com o antebraço"

LOC.: Mais de 50% dos entrevistados afirmaram que vão ter sempre à mão o álcool em gel. A pesquisa também mostrou que 17% dos que responderam também pretendem manter o hábito de lavar o nariz.

Reportagem, Larissa Lago