Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Congresso inicia semana com CPMI do INSS, mudanças no Imposto de Renda e debates sobre redes sociais

Parlamentares também discutem autonomia do Banco Central, novo Código Eleitoral e PEC dos Precatórios em uma agenda cheia de temas decisivos

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Depois da instalação, na última quarta-feira (20), da CPMI do INSS, o Congresso terá 180 dias para investigar descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Nesta semana, o colegiado definirá o plano de trabalho e os primeiros convocados. A comissão será formada por 32 parlamentares e apura fraudes que podem ter alcançado R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Outro tema de grande repercussão é o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta, relatada pelo deputado Arthur Lira, já teve o regime de urgência aprovado e pode ser votada em plenário nos próximos dias. Se aprovada, dobrará o número de trabalhadores isentos — passando de 10 para 20 milhões — e reduzirá parcialmente o imposto para quem recebe até R$ 7,3 mil.

A Câmara também deverá retomar a análise do projeto contra a adultização de crianças nas redes sociais, aprovado em 20 de agosto. O texto cria regras mais rígidas para plataformas digitais, como a vinculação obrigatória de perfis de menores a responsáveis legais e a exigência de denunciar conteúdos de exploração ou aliciamento. O descumprimento pode gerar multas de até R$ 50 milhões e até a suspensão das atividades das empresas.

No Senado, a atenção se volta para a PEC da autonomia do Banco Central, que deve ampliar a capacidade da instituição de contratar e conceder aumentos. A votação na CCJ foi adiada na semana passada, mas deve voltar à pauta. A proposta preocupa o governo, que estima impacto de até R$ 125 bilhões nas contas públicas. Além disso, os senadores também discutem o novo Código Eleitoral, que traz de volta o debate sobre o voto impresso e outras medidas que precisam ser aprovadas até 4 de outubro para valer nas eleições de 2026.

Outro ponto pendente é a PEC dos Precatórios, cuja votação foi adiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O texto limita o pagamento de dívidas judiciais por estados e municípios e autoriza novo parcelamento para débitos previdenciários. A expectativa é de que uma nova data seja definida em reunião de líderes ainda nesta semana.

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LOC: Depois da instalação da CPMI do INSS, os parlamentares terão 180 dias para investigar descontos irregulares em aposentadorias e pensões. A comissão é formada por 32 integrantes e deve apurar fraudes que podem ter chegado a 6 bilhões e 300 milhões de reais entre 2019 e 2024.
Na Câmara, outro destaque é o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. A proposta, relatada pelo deputado Arthur Lira, pode beneficiar quem ganha até 5 mil reais por mês. Se for aprovada, o número de trabalhadores isentos vai dobrar: de 10 para 20 milhões de brasileiros. O texto também prevê redução parcial do imposto para quem recebe até 7 mil e 300 reais.
Também deve voltar à pauta o projeto que combate a adultização de crianças nas redes sociais. O texto cria regras mais rígidas para as plataformas, como a exigência de que perfis de menores sejam vinculados a responsáveis legais. Empresas que não denunciarem conteúdos de exploração ou aliciamento poderão ser multadas em até 50 milhões de reais ou até suspensas de operar no país.
No Senado, a atenção se volta para a PEC da autonomia do Banco Central. A proposta pode ampliar a capacidade de contratação e de concessão de aumentos dentro da instituição. O governo teme impacto de até 125 bilhões de reais nas contas públicas.
Outra discussão importante é o novo Código Eleitoral, que retoma temas polêmicos como o voto impresso. Para valer já nas eleições de 2026, o texto precisa ser aprovado até 4 de outubro.
E segue pendente a votação da PEC dos Precatórios, que limita o pagamento de dívidas judiciais por estados e municípios e permite novo parcelamento de débitos previdenciários. A expectativa é que uma nova data seja marcada ainda nesta semana.

Reportagem, Livia Braz