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LOC: Depois da instalação da CPMI do INSS, os parlamentares terão 180 dias para investigar descontos irregulares em aposentadorias e pensões. A comissão é formada por 32 integrantes e deve apurar fraudes que podem ter chegado a 6 bilhões e 300 milhões de reais entre 2019 e 2024.
Na Câmara, outro destaque é o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. A proposta, relatada pelo deputado Arthur Lira, pode beneficiar quem ganha até 5 mil reais por mês. Se for aprovada, o número de trabalhadores isentos vai dobrar: de 10 para 20 milhões de brasileiros. O texto também prevê redução parcial do imposto para quem recebe até 7 mil e 300 reais.
Também deve voltar à pauta o projeto que combate a adultização de crianças nas redes sociais. O texto cria regras mais rígidas para as plataformas, como a exigência de que perfis de menores sejam vinculados a responsáveis legais. Empresas que não denunciarem conteúdos de exploração ou aliciamento poderão ser multadas em até 50 milhões de reais ou até suspensas de operar no país.
No Senado, a atenção se volta para a PEC da autonomia do Banco Central. A proposta pode ampliar a capacidade de contratação e de concessão de aumentos dentro da instituição. O governo teme impacto de até 125 bilhões de reais nas contas públicas.
Outra discussão importante é o novo Código Eleitoral, que retoma temas polêmicos como o voto impresso. Para valer já nas eleições de 2026, o texto precisa ser aprovado até 4 de outubro.
E segue pendente a votação da PEC dos Precatórios, que limita o pagamento de dívidas judiciais por estados e municípios e permite novo parcelamento de débitos previdenciários. A expectativa é que uma nova data seja marcada ainda nesta semana.
Reportagem, Livia Braz