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LOC.: A confiança do consumidor brasileiro voltou a crescer em dezembro e registrou a quarta alta consecutiva. O Índice de Confiança do Consumidor, ICC, calculado pelo FGV IBRE, subiu 0,4 ponto e chegou a 90,2 pontos, o maior nível desde dezembro do ano passado.
O avanço foi puxado pelas expectativas em relação aos próximos meses. Já a avaliação da situação atual das famílias voltou a cair, mostrando que o orçamento doméstico ainda segue pressionado.
Segundo o economista Eduardo Rômullo, a confiança foi impulsionada devido a boas expectativas para os próximos meses.
SONORA: economista, Eduardo Rômullo.
“Há alguns meses que a gente percebe esse padrão que o IPCA vem, com uma surpresa positiva e paralelamente a isso você tem um movimento de mercado de trabalho mais aquecido, o nível de desocupação mais baixo historicamente batendo recordes. E aí tudo isso acaba ajudando a ter um nível de renda maior para as famílias e melhorando a percepção que elas têm pros próximos meses”.
LOC.: Na avaliação do FGV IBRE, os dados mostram um cenário de transição: o consumidor começa a olhar o futuro com mais confiança, mas ainda enfrenta dificuldades no dia a dia. A recuperação mais consistente da confiança depende da melhora da renda disponível e de um alívio no nível de endividamento das famílias.
O índice de expectativas subiu 1,4 ponto em dezembro, com destaque para a visão mais positiva sobre a economia local no futuro. Em contrapartida, o índice que mede a situação atual recuou, refletindo a piora na percepção sobre a renda e as finanças das famílias.
Reportagem, Juline Pogorzelski.