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LOC.: A coleta de lixo cresceu no Brasil, mas ainda há uma grande diferença entre o campo e a cidade.
De acordo com levantamento recente, em 2024 a coleta direta de resíduos chegou a quase 87% dos domicílios do país. O número representa um avanço em relação a 2016, quando a cobertura era de 83%.
Nas áreas urbanas, o serviço já está presente em quase 94% das casas. Mas, no campo, a realidade é bem diferente: apenas um terço das moradias conta com coleta direta.
Por causa dessa desigualdade, milhões de brasileiros ainda recorrem a alternativas inadequadas. Em 2024, cerca de 4,7 milhões de famílias queimavam o próprio lixo. Nas áreas rurais, mais da metade das propriedades adotava essa prática, enquanto nas cidades o índice não chegava a 1%.
O saneamento básico também revela o contraste. Só 9% das moradias rurais estavam ligadas à rede de esgoto ou a fossas sépticas conectadas ao sistema. Já nas cidades, a cobertura ultrapassava 78%. No país, mais de 11 milhões de domicílios ainda lançavam dejetos em fossas rudimentares, valas, rios ou lagos.
Além da questão do lixo e do saneamento, os dados mostram mudanças no perfil dos lares brasileiros. O número de imóveis alugados subiu quase 45% desde 2016. Enquanto isso, caiu a proporção de casas próprias já quitadas. Outro destaque é o aumento dos lares com apenas um morador, que hoje representam quase 19% das residências.
Reportagem, Igor Neiva