RIBEIRÃO PRETO (SP): Queda de doações deixa hemocentro em alerta

Em média, são coletados por dia mais de sete mil bolsas de sangue. O Hemocentro coordena uma região com 217 municípios.

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LOC.: A assistente financeira Sheila Aparecida Nakamura, de 41 anos, moradora do bairro Paulo Gomes Romeu, demorou a se tornar uma doadora de sangue. Ela conta que tomou a decisão após se informar melhor sobre o procedimento no Hemocentro de Ribeirão Preto. Mãe de três filhos, há 15 anos é doadora assídua e ensinou aos filhos a importância de doar sangue.

TEC./SONORA: Sheila Aparecida Nakamura, assistente financeira. 

 “Eu tenho um filho mais velho que é doador. E eu tenho meu menino do meio que, quando ele fez 18 anos, já veio doar sangue. Acredito que o meu caçula também vai vir. Eu sempre falo que é muito importante a doação de sangue. E a gente só passa realmente a dar valor quando, às vezes, necessita na família. É um pequeno gesto que a gente faz. É uma coisa que não faz falta pra gente, não tem reação, não passa mal e você está salvando pessoas que dependem disso pra sobreviver. Então é muito gratificante mesmo.”

LOC.: O recepcionista Luiz Fernando Cauzavara, 37 anos, mora em São Sebastião do Paraíso. A cada três semanas viaja 110 km até Ribeirão Preto para fazer uma transfusão de sangue. Ele dribla as dificuldades enfrentadas com a talessemia, doença sanguínea genética passada pelos pais, com piadas e brincadeiras. Chega até a se apresentar aos amigos como vampiro. Ele faz transfusão de sangue desde bebê e hoje a rotina de idas ao hemocentro não o incomoda. Mas, já teve épocas em que ficava abatido por precisar receber sangue a cada três semanas para combater esse tipo de anemia. Engajado com a causa, o recepcionista faz campanha nas redes sociais para doação de sangue.

 TEC./SONORA: Luiz Fernando Cauzavara, recepcionista.

 “O doador é minha vida. Ele que me proporciona tudo o que eu tenho hoje. A questão de eu trabalhar, de eu sair com os meus amigos, tudo está ligado diretamente a ele. Por que sem a transfusão de sangue eu não estaria aqui. Não teria como ter a vida que eu tenho hoje.”

LOC.: O Hemocentro de Ribeirão Preto coordena uma região com 217 municípios e quatro milhões de habitantes, o que corresponde a 33% do Estado de São Paulo. A região conta hoje com quatro hemonúcleos, em Franca, Presidente Prudente, Fernandópolis e Araçatuba. Três unidades de coleta de sangue em Bebedouro, Olímpia e Batatais, além de três agências transfusionais em Ribeirão, e uma em Jales. A rede atende 110 hospitais. Em média, são coletados por dia mais de sete mil bolsas. Mas esse número já foi muito maior. Segundo a coordenadora do Hemocentro, Eugênia Ubiali, os estoques estão bem abaixo do ideal. Para modificar esse cenário, ela defende uma conscientização das pessoas sobre a importância do ato e até mudanças na educação.  

TEC./SONORA: Eugênia Maria Amorim Ubiali - coordenadora do Hemocentro.

“A doação de sangue precisa fazer parte da nossa cultura, da educação, da cultura dos nossos filhos, porque por mais que você tenha dinheiro, você não tem como conseguir sangue se não for pela doação que as pessoas fazem.”

LOC.: Nos próximos dias, o Hemocentro de Ribeirão vai coordenar mais um Hemonúcleo, o de Taubaté. Para se tornar doador é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e estar bem de saúde. O horário de funcionamento do hemocentro de Ribeirão Preto é de segunda a sexta-feira, das sete da manhã a uma da tarde, e aos sábados, domingos e feriados das sete ao meio dia e meia. Outras informações ligue para 2101-9352. Doe sangue regularmente e ajude a quem precisa. Repetindo: 2101. 9352. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doesangue. 

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