BRASIL: Projeto de lei vai diminuir morte de quase 500 milhões de animais silvestres nas estradas do Brasil

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REPÓRTER: Todo ano são atropelados, nas estradas brasileiras, cerca de 475 milhões de animais selvagens. Essa é uma estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, ligado à Universidade Federal de Lavras, em Minas. O número surpreendente inclui 40 milhões de animais de médio porte, como gambás, lebres e macacos, e cinco milhões de animais de grande porte como onça, lobo, anta e capivara.  O Congresso Nacional pode ajudar a mudar essa situação. Está pronto para ser votado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei de autoria do deputado Ricardo Izar, do PP de São Paulo, que determina a adoção de medidas que tornem mais segura a travessia de animais silvestres nas estradas do país. Entre essas medidas estão a instalação de sinalização e redutores de velocidade, passagens subterrâneas, passarelas, pontes, cercas e refletores, além de ações e campanhas para conscientização dos motoristas. O deputado Ricardo Izar reconhece os custos financeiros dessas medidas, se elas vierem a ser implementadas, mas adverte que o que está em jogo é a vida dos animais e até mesmo de quem viaja pelas estradas do país.
 
SONORA: Ricardo Izar, deputado federal de São Paulo
 
“Acho que o custo inicial, existe um custo, mas um custo que eu não considero alto para quantidades de vidas  que vão ser preservadas  tanto humanas como animais.  Então acho que uma vida não tem um preço determinado, então qualquer investimento que você faça para diminuir o número de mortes vale a pena. Vai ter um custo inicial, mas como o passar do tempo vai ser compensado, inclusive na questão de saúde pública, vai deixar de ter gastos com acidentes de transito  que hoje são grandes no Brasil. “
 
REPÓRTER: O diretor do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, explica  porque quase 500 milhões de animais silvestres morrem todos os anos atropelados nas estradas brasileiras.

SONORA: Alex Bager, professor e direto do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas
 
“É porque 90% desses animais são muito pequenos, são pequenos sapos, pequenas cobras, pequenas aves, que quando a gente trafega na rodovia a uma velocidade de 80, 90,100 quilômetros por hora, nós não percebemos isso.”
 
REPÓRTER:  Alex Bager comanda um grupo de especialistas que desenvolveu um aplicativo para celulares chamado Urubu, pelo qual os motoristas  podem registrar os atropelamentos de animais silvestres nas estradas.
 
SONORA: Alex Bager, professor e direto do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas
 
“Ele não é só um aplicativo, é um conjunto de ferramentas tecnológicas, o aplicativo que a maior parte das pessoas conhecem que é o que elas usam para fazer a coleta  de dados  em campo. Hoje  o sistema Urubu e o Urubu Mobile, se  transformou na maior rede social  de conservação da biodiversidade  existentes no Brasil.  Nós somos uma rede de 17 mil pessoas espalhadas pelo Brasil inteiro que coletam essas  informações em camping  e qualquer pessoa pode nos ajudar nisso, então a pessoa pode baixar o aplicativo gratuitamente e em cima disso quando ela encontrar  ela se cadastra no aplicativo e quando ela encontrar o animal atropelado ela registra a foto e manda para nós.” 

REPÓRTER:  Alex  acredita que a aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados vai contribuir para a redução do número de mortes de naimais atropelados nas estradas.  A proposta já foi aprovada por unanimidade da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Se passar pela Comissão de Meio Ambiente, poderá ser votada em plenário já na semana que vem.
 
Reportagem, Vânia Almeida 

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