Brasil - undefined·06 de novembro de 2018

SP: Acima da média nacional, mais de 95% da população conta com abastecimento de água

<p>Investimento em tratamento de &aacute;gua e esgoto aumentou no estado ap&oacute;s a entrada da inciativa privada</p>

Por Agência do Rádio
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Por Clara Sasse

Com valores acima da média nacional, 95% dos moradores de São Paulo contam com abastecimento de água, enquanto a coleta de esgoto abrange 88% dos habitantes. Os dados fazem parte de um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Acesse esta matéria na versão para emissoras de rádioOs números positivos no estado são influenciados pela entrada de investidores privados no setor. Atualmente, segundo dados do IBGE, 53 municípios paulistas possuem parcerias firmadas com a iniciativa privada para a gestão da infraestrutura e dos serviços de água e esgoto.

Em Andradina, município que faz divisa com Mato Grosso do Sul, por exemplo, o índice de coleta de esgoto era de apenas 8% em 2010. Sete anos depois, o número saltou para 91,6%. Além disso, todo o esgoto coletado na cidade recebe tratamento.

Para o professor de Direito da Infraestrutura e da Regulação da FGV, Rafael Véras, empresas privadas aumentam a competitividade entre as instituições que trabalham no setor e, consequentemente, melhoram o serviço oferecido.

“Abrindo o setor de saneamento às empresas privadas, você vai gerar por meio da competição estímulos para que a qualidade do serviço do saneamento seja implementada. Se tenho a disputa entre agentes de mercado e entre esses agentes e as companhias estaduais de saneamento, tende a ter um resultado mais favorável para os usuários”, afirmou.

Apesar dos altos percentuais, o estado de São Paulo ainda sofre com a falta de planos municipais de saneamento em quase metade dos municípios. Como proposta para regularizar os serviços do setor, parlamentares aprovaram, em comissão mista, uma medida provisória (MP 844/18) que altera o Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil.

A MP 844/2018 prevê que a Agência Nacional de Águas (ANA) tenha competência para elaborar normas nacionais para os serviços públicos voltados à área de saneamento básico. Até então, as decisões relacionadas ao setor eram de responsabilidade do Ministério das Cidades.53 municípios paulistas possuem parcerias firmadas com a iniciativa privada para a gestão da infraestruturaSegundo o consultor do Instituto Trata Brasil, Pedro Scazufca, para que se atinja a meta de universalização, é preciso que os municípios saibam criar e gerir o plano de saneamento.

“Hoje, uma boa parte, cerca de metade dos municípios do Brasil, ainda não tem plano municipal de saneamento. Então, é importante que o Brasil tenha como meta que todos os municípios tenham plano de saneamento. Até porque para alcançar a universalização em 2033 é preciso que tenha um plano mostrando como você vai chegar lá, e esse plano seja seguido pelo prestador de serviços”, argumentou Scazufca.

Como se trata de uma medida provisória, as normas previstas no texto já estão em vigor desde a publicação no Diário Oficial da União, em julho deste ano. No entanto, para se tornar definitivamente lei, a matéria precisa ser aprovada por deputados e senadores até 19 de novembro.

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