Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Após passagem de três ciclones, chuva e ventos costeiros atingem Rio Grande do Sul

Informações são do Inmet, que também informa que ciclones são comuns durante o inverno no estado

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Após a ocorrência de três ciclones em menos de um mês no Rio Grande do Sul, a previsão para os próximos dias é de geada, ventos costeiros e possibilidade de chuva a partir desta sexta-feira (28). As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que explica também a causa desses episódios.

“Os ciclones são sistemas de baixa pressão atmosférica associados com aquela condição de tempo adverso, em grande escala, que faz com que haja toda essa destruição que nós observamos quando ele está em atuação. Eles promovem a convergência de umidade nos níveis baixos e estão associados a movimentos verticais e ascendentes do ar e contribuem para a formação e desenvolvimentos de nuvem de chuva", explica Andrea Ramos, meteorologista do Inmet.

A meteorologista também informa que a ocorrência de ciclones é comum no inverno do Rio Grande do Sul. “São frequentes justamente por estarmos no inverno. Você vê que tem um volume de chuvas no estado, um dos fatores que atua na incursão desses sistemas frontais, associada com centros de baixa pressão.”

Além disso, a localização geográfica do estado também está associada à passagem de ciclones. “Ele fica posicionado no litoral sul, principalmente no Rio Grande do Sul. Tem uma pequena oscilação, às vezes atinge até a região sudeste”, aponta Andrea.

Na maioria das vezes, os ciclones se formam sobre o oceano e não causam danos à população. Mas quando se aproximam da costa, podem acabar gerando transtornos maiores. O primeiro e o segundo ciclones se formaram no litoral gaúcho e o terceiro, sobre o continente, o que ocasionou chuvas e ventos fortes, além de precipitações de granizo.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do RS, o primeiro ciclone resultou em elevados acumulados, chegando a 300mm no município de Maquiné, no Litoral Norte. O segundo foi de menor intensidade, e os acumulados alcançaram 120mm. O terceiro, além dos acumulados, teve instabilidade suficiente para causar tempestades pontuais, com rajadas intensas de vento e atingindo 230mm durante o período.

O primeiro e o terceiro ciclone, que ocorreram, respectivamente, nos dias 15 de junho e 12 de julho, foram mais severos, enquanto o segundo, registrado em 8 de julho, não provocou tantos danos.
Não há confirmação de um novo ciclone na região Sul, mas há o monitoramento da situação pela Defesa Civil do estado, que deve emitir alertas caso seja necessário.

Programa Volta por Cima

O governo do Rio Grande do Sul está concedendo auxílio financeiro às famílias atingidas pelo ciclone extratropical, por meio do programa Volta por Cima. Serão destinados R$ 2.500 a cada núcleo familiar, com o objetivo de reduzir os danos no estado. Os pagamentos serão realizados com o apoio financeiro da Assistência Social.

Os municípios beneficiados são aqueles afetados pelas chuvas intensas causadas pelo ciclone e que foram oficialmente declarados em estado de emergência ou calamidade pelo governo estadual. Nessa primeira fase, até o final de julho, foram identificadas um pouco mais de 1,7 mil famílias que se encaixam nos requisitos para receber o auxílio em 22 cidades.

Veja as cidades beneficiadas: 

  • Caraá
  • Dom Pedro de Alcântara
  • Esteio
  • Gravataí
  • Igrejinha
  • Ivoti
  • Lindolfo Collor
  • Maquiné
  • Maratá
  • Montenegro
  • Novo Hamburgo
  • Pareci Novo
  • Parobé
  • Paverama
  • Portão
  • Rolante
  • São Leopoldo
  • Sapiranga
  • Sapucaia do Sul
  • Taquara
  • Três Forquilhas
  • Venâncio Aires

El Niño

Após um longo período sob a influência do fenômeno La Niña e uma breve fase neutra, o El Niño está de volta. O fenômeno é caracterizado por um aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico perto da Linha do Equador.

Em junho, as temperaturas da superfície do mar mostraram um padrão típico do El Niño, com uma extensa faixa de águas quentes em grande parte do oceano. Segundo o Inmet, há mais de 90% de probabilidade de o El Niño persistir até o final do ano.

Para a região Sul, espera-se que o El Niño cause chuvas abundantes, especialmente durante a primavera e o verão, além de um aumento na temperatura média. As frentes frias do sul podem permanecer por vários dias sobre a região, resultando em chuvas ao longo de todo o dia.

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