Porto do Açu (RJ) teve um um crescimento de 38,06%, atingindo 17,8 milhões de toneladas. Foto: Vosmar Rosa (MPor)
Porto do Açu (RJ) teve um um crescimento de 38,06%, atingindo 17,8 milhões de toneladas. Foto: Vosmar Rosa (MPor)

Portos do Sudeste batem recorde e movimentam 186,7 milhões de toneladas no 3º trimestre

Terminais de Uso Privado (TUPs) foram o principal motor dessa expansão, com um crescimento de 13,6%


A movimentação de cargas nos portos da Região Sudeste registrou um marco histórico no terceiro trimestre de 2025, alcançando 186,7 milhões de toneladas entre julho e setembro. O número corresponde a um aumento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Conforme o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), os números, divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), confirmam o avanço impulsionado pelos Terminais de Uso Privado (TUPs) e pelo forte desempenho das exportações de petróleo e minério de ferro.

Os TUPs registraram 124,5 milhões de toneladas movimentadas no período. Já os portos organizados, de administração pública, somaram 62,2 milhões de toneladas, com elevação mais modesta, de 1,09%.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o recorde histórico é a prova de uma gestão voltada para a eficiência e a integração logística. “O crescimento no Sudeste, impulsionado pela performance dos terminais privados, mostra que a modernização e a confiança do investidor estão colocando o Brasil em um novo patamar de competitividade global”, destacou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou que o crescimento demonstra que “a infraestrutura está respondendo à demanda do país e do mercado internacional”. Ávila reforçou ainda a importância de uma maior integração entre terminais privados e portos públicos. “Esses resultados demonstram que estamos falando de eficiência, capacidade instalada e de um setor que continua crescendo de forma sustentável. Isso reforça a necessidade de seguirmos ampliando a competitividade, gerando empregos e colocando o Brasil em uma posição cada vez mais relevante no comércio global”.

Porto de Açu (RJ) é o principal destaque deste crescimento
Entre os destaques do trimestre estão o Terminal de Petróleo (TPET/TOIL), no Porto do Açu (RJ), que cresceu 38,06% e atingiu 17,8 milhões de toneladas, e o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com avanço de 25,34%, totalizando 18,8 milhões de toneladas. Somados, os dois responderam pela maior parte do aumento na movimentação de granéis líquidos.

Portos públicos
Entre os portos públicos, Santos (SP) manteve a liderança absoluta com 38,4 milhões de toneladas movimentadas (alta de 2,68%), impulsionado pelo crescimento de 22,54% na cabotagem, especialmente no transporte de contêineres. Já o Porto de Itaguaí (RJ), especializado em minério de ferro, registrou 17,3 milhões de toneladas, com leve retração de 1,4% em comparação ao ano anterior.

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LOC.: Os portos do Sudeste do Brasil bateram recorde no terceiro trimestre de 2025. Foram 186,7 milhões de toneladas movimentadas entre julho e setembro, um crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, a Antaq.

O principal impulso veio dos Terminais de Uso Privado, os chamados TUPs, que cresceram 13,6% e movimentaram 124,5 milhões de toneladas. Já os portos públicos, como Santos e Itaguaí, somaram 62,2 milhões de toneladas, com crescimento mais moderado.

Destaque para o Terminal de Petróleo no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que cresceu quase 38%, e para o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis, com alta de mais de 25%. Juntos, esses dois terminais puxaram o desempenho do granel líquido, principalmente o petróleo.

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, esse resultado mostra a força logística do Sudeste e a confiança dos investidores no setor portuário brasileiro.

TEC/SONORA: Alex Ávila, secretário Nacional de Portos
“Os portos do Sudeste atingirem a marca de 186 milhões de toneladas no terceiro trimestre mostra a força e a maturidade logística dessa região. Quando nós olhamos os terminais privados crescendo mais de 13%, e operações de petróleo e minério puxando o ritmo, fica claro que a infraestrutura está respondendo à demanda do país e do mercado internacional.”


LOC.: Alex Ávila destacou ainda que o crescimento sustentável do setor reforça a importância de integrar portos públicos e terminais privados.

TEC/SONORA: Alex Ávila, secretário nacional de Portos
“Estamos falando de eficiência, capacidade instalada e de um setor que continua crescendo de forma sustentável. Esse resultado reforça a importância de seguirmos integrando os portos públicos e terminais privados, ampliando a competitividade, gerando empregos e colocando o Brasil em uma posição cada vez mais relevante no comércio global.”


LOC.: Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho do Sudeste consolida a região como o principal polo portuário do Brasil e reforça o papel do país no comércio internacional.

Reportagem, Paula Coutinho