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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira, dia 10, o terceiro repasse de julho do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor distribuído pela União soma cerca de TRÊS BILHÕES E NOVECENTOS MILHÕES DE REAIS, montante aproximadamente DEZOITO POR CENTO superior ao transferido no mesmo decêndio do ano passado.
Os recursos do FPM são formados pela arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, e representam uma das principais fontes de receita para grande parte das prefeituras.
Entre os estados, São Paulo lidera o volume de recursos, com quase QUATROCENTOS E OITENTA E OITO MILHÕES DE REAIS. Municípios como Atibaia, Bauru e Campinas recebem repasses superiores a DOIS MILHÕES, CENTO E TRINTA E TRÊS MIL cada.
Minas Gerais também está entre os estados com maior participação, somando aproximadamente QUATROCENTOS E OITENTA E CINCO MILHÕES E DUZENTOS MIL REAIS. No estado, cidades como Betim, Contagem e Divinópolis recebem mais de DOIS MILHÕES DE REAIS.
Apesar do crescimento nas transferências, o especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que ainda é preciso cautela para estimar os ganhos reais, considerando a inflação acumulada nos últimos meses.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
"Valores 18% maiores do que o mesmo período no ano passado e confirmando um primeiro semestre de alta, mas que deve ser analisado com bastante cautela. Apesar de os resultados estarem bem melhores do que o ano passado, nós temos um cenário com uma inflação maior – o que pode, no fim das contas, quando se calcula o valor real desse aumento, dele ser bem menor do que o apresentado até o momento."
LOC.: Até o dia 6 de julho, DOZE municípios estavam impedidos de receber recursos do fundo. Entre eles estão Armação de Búzios, Barra do Piraí, Belford Roxo e Porto Real, no Rio de Janeiro; Veranópolis, no Rio Grande do Sul e Feira Nova, Monte Alegre de Sergipe e Pirambu, em Sergipe.
Conforme o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por pendências como débitos previdenciários, falta de recolhimento ao Pasep, inscrição na dívida ativa da União ou ausência de informações obrigatórias ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde. Após a regularização, os repasses são retomados aos municípios.
Reportagem, Bianca Mingote