Foto: CBA
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Equipe de Estudos Hidrológicos da UFV monitora áreas mineradas na Zona da Mata Mineira

A pesquisa tem como objetivo avaliar as regiões de mineração da CBA em Miraí e Rosário da Limeira. Programa é uma parceria entre a CBA e a UFV


Há cerca de cinco anos, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria, desenvolvem o Programa de Estudos Hidrológicos em áreas de mineração na região da Zona da Mata Mineira. A pesquisa consiste no monitoramento de nascentes locais, com o objetivo de avaliar a influência da atividade minerária na qualidade e quantidade de água disponível e no escoamento da água no solo. O processo é avaliado em áreas de pré, durante e pós-mineração. 

A equipe de estudos é composta por mestrandos da UFV e pelo coordenador do programa e professor de Hidrologia Florestal e Manejo de Bacias Hidrográficas, Herly Dias. O professor ressalta que a equipe sente-se motivada com as demandas da sociedade. Ele conta um dos resultados promissores alcançados e da importância do programa. “Após a mineração, a água não infiltrava mais no solo e formava enxurrada. Após o processo de recuperação do solo, a água passava a infiltrar mais do que antes. Isso foi uma descoberta fantástica. Por isso é uma parceria que faz bem para todo mundo, que atende vários personagens que são importantes nesse processo.

Herly Dias explica que o processo de infiltração da água no solo é uma etapa importante, pois impacta diretamente no reabastecimento da água do lençol freático. “É que água de infiltração ela desce pelas camadas do solo percorre até atingir o lençol freático, e quando atinge ele promove então a recarga de água do lençol freático. É um impacto muito positivo, porque recarrega as nascentes e as nascentes possuem água para todo o ano”. O professor alerta que, quando esse processo não acontece, ocorre o escoamento da água sobre a superfície do solo, que provoca perdas de nutrientes, de matéria orgânica, e em alguns casos até enchente.

A equipe monitora toda a região de áreas de extração de minério de Miraí e Rosário da Limeira, em Minas Gerais, e conta com o acompanhamento dos proprietários, pesquisadores e técnicos da CBA. Com os resultados dos estudos, CBA e UFV levam aos proprietários rurais informações sobre os cuidados com a produção agrícola, a importância da preservação das nascentes e os benefícios do processo de reabilitação ambiental das áreas mineradas. 
 

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LOC: Há cerca de cinco anos, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV),  em parceria, desenvolvem o Programa de Estudos Hidrológicos em áreas de mineração na região da Zona da Mata Mineira. A pesquisa consiste no monitoramento de nascentes locais, com o objetivo de avaliar a influência da atividade minerária na qualidade e quantidade de água disponível e no escoamento da água no solo. O processo é avaliado em áreas de pré, durante e pós-mineração. A equipe de estudos é composta por mestrandos da UFV e pelo coordenador do programa e professor de Hidrologia Florestal e Manejo de Bacias Hidrográficas, Herly Dias. O professor ressalta que a equipe sente-se motivada com as demandas da sociedade. Ele conta um dos resultados promissores alcançados e da importância do programa.

TEC/SONORA: coordenador do programa e professor de Hidrologia Florestal e Manejo de Bacias Hidrográficas - Herly Dias.

“Após a mineração, a água não infiltrava mais no solo e formava enxurrada. Após o processo de recuperação do solo, a água passava a infiltrar mais do que antes. Isso foi uma descoberta fantástica. Por isso é uma parceria que faz bem para todo mundo, que atende vários personagens que são importantes nesse processo.
 


LOC: Herly Dias explica que o processo de infiltração da água no solo é uma etapa importante, pois impacta diretamente no reabastecimento da água do lençol freático.

TEC/SONORA: coordenador do programa e professor de Hidrologia Florestal e Manejo de Bacias Hidrográficas - Herly Dias

“É que água de infiltração ela desce pelas camadas do solo percorre até atingir o lençol freático, e quando atinge ele promove então a recarga de água do lençol freático. É um impacto muito positivo, porque recarrega as nascentes e as nascentes possuem água para todo o ano”.
 


LOC: O professor alerta que, quando esse processo não acontece, ocorre o escoamento da água sobre a superfície do solo, que provoca perdas de nutrientes, de matéria orgânica, e em alguns casos até enchente. A equipe monitora toda a região de áreas de extração de minério de Miraí e Rosário da Limeira, em Minas Gerais. E conta com o acompanhamento dos proprietários, pesquisadores e técnicos da CBA. Com os resultados dos estudos, CBA e UFV levam aos proprietários rurais informações sobre os cuidados com a produção agrícola, a importância da preservação das nascentes e os benefícios do processo de reabilitação ambiental das áreas mineradas. 

Reportagem, Karina Chagas