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LOC: Economistas afirmam que o endividamento das famílias, a inflação alta e a incerteza quanto ao futuro são os principais motivos da queda do Índice de Confiança do Consumidor, registrado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Em fevereiro, o Índice recuou 1,3 ponto, chegando a 84,5 pontos - o menor nível, desde agosto de 2022.
Em médias móveis trimestrais, o índice caiu pelo terceiro mês consecutivo, recuando 0,3 ponto. A análise por faixa de rendas do levantamento, mostra perda de confiança em todos os níveis de renda, exceto para famílias com maior poder aquisitivo (que ganham acima de R$ 9.600 por mês).
Para o economista Renan Silva, o principal fator de influência na queda do índice de confiança do consumidor foi o endividamento familiar.
SONORA: Renan Silva, professor de Economia do Ibmec
"O principal fator que tenha feito com que o ICC caísse pelo terceiro mês consecutivo seja, sem dúvida nenhuma, o endividamento da família - que antes da covid já era grave e agora, após o período de covid, ele se encontra em patamares recordes”
LOC:
Além disso, o professor de Economia do Ibmec observa que a inflação provoca a queda da renda real das famílias, gerando dúvidas em relação ao que vai acontecer no futuro.
SONORA: Renan Silva, professor de Economia do Ibmec
“A renda real vem caindo em razão da inflação agressiva e, também, as dúvidas quanto ao futuro; é certo que a maior parte das famílias, hoje, deseja reduzir consideravelmente suas despesas e seus compromissos financeiros”
LOC: Na mesma linha de raciocínio, o economista Benito Salomão entende que o problema da inflação é que não houve - por parte do governo eleito - nenhuma medida mais efetiva de melhoria no campo econômico, que proporcionasse uma expectativa mais positiva em relação ao futuro.
SONORA: Benito Salomão, Economista
“Olha, a confiança do consumidor está caindo, porque em grande medida não houve - por parte do governo eleito - nenhuma medida mais efetiva de melhora, no campo econômico. Muito pelo contrário: há uma perspectiva de uma inflação demasiadamente alta, por um período mais longo do que se acreditava inicialmente - e inflação mais alta significa renda disponível do consumidor menor e, portanto, a confiança do consumidor tende a cair mesmo”
LOC: A análise do Índice de Confiança do Consumidor, registrado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, registrou que em fevereiro houve perda de confiança do consumidor em quase todos os níveis de renda familiar. O estudo demonstrou que, ao contrário das famílias de menor poder aquisitivo, entre as famílias que ganham mais de 9.600 reais por mês, a expectativa em relação ao futuro é positiva.
Reportagem: José Roberto Azambuja