Foto: José Paulo Lacerda / CNI
Foto: José Paulo Lacerda / CNI

Confiança cai em 21 dos 29 setores da indústria brasileira

Taxa de juros pressiona expectativas do setor produtivo brasileiro; estudo da CNI mostra queda na confiança entre empresas de todos os portes

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A indústria brasileira iniciou o segundo semestre de 2025 sem recuperar a confiança. Segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, divulgado nesta terça-feira (22), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 21 dos 29 setores industriais analisados registraram queda na confiança em julho.

“A confiança caiu em todos os portes da indústria (pequena, média e grande), caiu em todas as regiões consideradas na pesquisa”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. “A falta de confiança do empresário vem desde o início do ano. Se agravou agora, na passagem de junho para julho. Mas desde o início do ano, o empresário mostra falta de confiança”, completa. 

Para o especialista, a redução na confiança está ligada ao último aumento da taxa Selic. Azevedo explica que os resultados do levantamento ainda não captam completamente os efeitos das medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. 
“Algumas empresas até responderam sabendo dessa nova mudança, mas a maior parte não. Isso afetou a confiança dos empresários em parte nessa pesquisa, mas essa avaliação vai poder ser melhor sentida na próxima pesquisa, no início do próximo mês”, avalia.

ICEI: Nordeste é a única região ainda confiante

A região Norte apresentou a maior queda no indicador, passando de 53 pontos em junho para 50 pontos em julho, o que indica um estado de neutralidade. Agora, apenas o Nordeste permanece acima dos 50 pontos, enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste operam com falta de confiança.
O ICEI varia de 0 a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança.

Veja como ficou o índice por região: 

ICEI: Setores que perderam confiança

Três setores migraram do campo da confiança para a falta de confiança em julho:

  • Perfumaria, limpeza e higiene pessoal;
  • Produtos diversos;
  • Produtos de borracha.

Por outro lado, apenas o setor de manutenção e reparação passou da falta de confiança para a confiança, sendo o único a melhorar sua percepção.

ICEI: Confiança cai entre todos os portes de empresa

A retração no otimismo também atingiu empresas de todos os tamanhos:

  • Pequenas empresas: -0,7 ponto;
  • Médias empresas: -1,3 ponto;
  • Grandes empresas: -1,1 ponto.

A pesquisa foi realizada com cerca de 1,8 mil empresas industriais, sendo 724 pequenas, 652 médias e 412 grandes, entre 1º e 10 de julho.

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LOC 1: A indústria brasileira iniciou o segundo semestre de 2025 sem recuperar a confiança. Segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, 21 dos 29 setores industriais analisados registraram queda na confiança em julho.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribui o recuo à elevação recente da taxa Selic e destaca que a queda atinge empresas de todos os portes.

TEC./SONORA: Gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

“A confiança caiu em todos os portes de indústria (pequena, média e grande), caiu em todas as regiões consideradas na pesquisa e em 21 dos 29 setores considerados. A falta de confiança do empresário vem desde o início do ano, ela se agravou agora na passagem de junho para julho, mas desde o início do ano o empresário mostra falta de confiança.”
 


LOC 2:  A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 10 de julho, logo após o anúncio do aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Azevedo explica que os resultados do levantamento ainda não captam completamente os efeitos das medidas anunciadas.

TEC./SONORA: Gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

“O anúncio mais recente da elevação das tarifas de importação americana de produtos brasileiros, que foi para 50%, ocorreu no final da coleta da pesquisa, então algumas empresas até responderam sabendo dessa nova mudança, mas a maior parte não. Isso afetou a confiança dos empresários em parte nessa pesquisa, mas essa avaliação vai poder ser melhor sentida na próxima pesquisa, no início do próximo mês.”


LOC 3: A região Norte apresentou a maior queda no indicador, passando de 53 pontos em junho para 50 pontos em julho, o que indica um estado de neutralidade. Agora, apenas o Nordeste permanece acima dos 50 pontos, enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste operam com falta de confiança.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial varia de 0 a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança.

Em julho, três setores deixaram o campo da confiança e passaram a demonstrar falta de confiança: perfumaria, limpeza e higiene pessoal; produtos diversos; e produtos de borracha.

A pesquisa foi realizada com cerca de 1.800 empresas industriais, entre pequenas, médias e grandes. 

Reportagem, Deborah Souza.