Foto: Brasil 61
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Bloqueio do FPM atinge seis municípios; cidades ficam sem repasse até regularização

Cabo Frio (RJ) está sem acesso aos valores desde janeiro; entre as demais, grande parte das cidades estão no Rio Grande do Sul e tiveram o bloqueio iniciado há menos de um mês

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O terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será transferido nesta sexta-feira (29), totalizando R$ 4,7 bilhões. Entretanto, seis cidades brasileiras não terão acesso aos recursos, pois estão com o repasse bloqueado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Tesouro Nacional.

Quando um município é incluído no Siafi como bloqueado, a prefeitura fica impedida de receber transferências da União, independentemente da modalidade de apoio.

Segundo o assessor de orçamento Cesar Lima, é fundamental que os gestores municipais identifiquem rapidamente a causa da restrição e adotem as medidas necessárias para restabelecer o recebimento dos repasses.

“Então, em relação aos municípios que não estão aptos a receber ou aqueles entes que estão bloqueados, procure a União para saber o motivo do bloqueio e tentar resolver de alguma forma, seja parcelando algum déficit ou mesmo cumprindo com alguma obrigação que o município deixou de cumprir legalmente”, pontua.

O bloqueio do FPM traz impactos diretos às administrações municipais, já que impede o repasse de recursos federais fundamentais para a manutenção de serviços básicos, como saúde, educação e transporte.

Municípios bloqueados

Até 26 de agosto, seis cidades estavam impedidas de receber os valores do fundo, sendo quatro delas no Rio Grande do Sul. A lista completa pode ser consultada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Governo Federal:

  • Cabo Frio (RJ)
  • Guamaré (RN)
  • Caçapava do Sul (RS)
  • Capão da Canoa (RS)
  • São Lourenço do Sul (RS)
  • Torres (RS)

Com exceção de Cabo Frio (RJ) e Guamaré (RN), todos os municípios entraram na condição de bloqueio há menos de um mês. No caso da cidade fluminense, a situação é mais crítica: desde janeiro, a prefeitura permanece impossibilitada de acessar os repasses. Embora tenha uma receita significativa proveniente dos royalties do petróleo, a retenção do FPM pressiona o equilíbrio financeiro do município.

Possibilidades de desbloqueio

O bloqueio não significa perda definitiva dos recursos. Os valores ficam apenas retidos até que as pendências sejam solucionadas. Para reverter a situação, é necessário que a prefeitura identifique, junto ao órgão responsável — Receita Federal, INSS ou tribunais —, a causa do impedimento e regularize sua condição.

De acordo com o Tesouro Nacional, mesmo após a resolução das pendências, o desbloqueio não é imediato: o prazo pode chegar a até três dias úteis.

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LOC.: O terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será transferido nesta sexta-feira (29), com valor total de R$ 4,7 bilhões. No entanto, seis cidades brasileiras não poderão acessar os recursos, já que estão com o repasse bloqueado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Tesouro Nacional.

A partir do momento em que o município passa a integrar o sistema, a prefeitura fica impedida de receber ajuda financeira da União de qualquer ordem. 

O especialista em orçamento público, Cesar Lima, aponta a necessidade de os entes buscarem entender o motivo do bloqueio e tomar as medidas necessárias para voltar a receber o recurso.

TEC./SONORA: Cesar Lima, assessor de orçamento

“Então, em relação aos municípios que não estão aptos a receber ou aqueles entes que estão bloqueados, procure a União para saber o motivo do bloqueio e tentar resolver de alguma forma, seja parcelando algum déficit ou mesmo cumprindo com alguma obrigação que o município deixou de cumprir legalmente.'
 


LOC.: O bloqueio do FPM acarreta em consequências como o impedimento de que as cidades recebam os recursos federais destinados a custear serviços essenciais, como saúde, educação e transporte.

Entre os municípios com repasses bloqueados estão Guamaré, no RN; Cabo Frio, no RJ; e Caçapava do Sul, Capão da Canoa, São Lourenço do Sul e Torres – todos localizados no Rio Grande do Sul.

Com exceção de Cabo Frio (RJ) e Guamaré (RN), todos os municípios estão bloqueados há menos de um mês.

Caso o município esteja bloqueado, não significa perda definitiva dos recursos. Os valores ficam apenas retidos enquanto as pendências não forem resolvidas.

Reportagem, Bianca Mingote